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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Paulo Cesar Pinheiro




No próximo dia 09 de novembro o Projeto 14 Sambas estará homenageando o cantor e compositor
Paulo César Francisco Pinheiro que nasceu em Ramos, no Rio de Janeiro, em 28 de Abril de 1949. Quando criança viveu boa parte de sua vida em Angra dos Reis, na casa do avô pescador, que sempre o levava para ver o mar.
Numa temporada de férias escolares, na casa do de lua cheia, já agoniado com o lugar, fez seu primeiro verso instintivamente. Daquela noite em diante, tornou-se o autor com maior número de composições registradas no mundo, cerca de 800 e outras 1500 inéditas, sendo este um número estimado, pois continua em plena atividade. Paulinho Pinheiro é ainda autor de quatro livros e mais alguns outros guardados na gaveta. De mau aluno de português e burlador de aula de redação, tornou-se, ainda na infância, freqüentador assíduo de bibliotecas e leitor voraz de livros, mesmo sem ter algum conhecimento em literatura, lia dos filósofos gregos aos romances regionais brasileiros. A música nasceu dentro de tudo isso e também sem explicação. Paulo Cesar é compositor de cinco gerações, mais de 100 parcerias, onde se destacam Pixinguinha, Baden Powell, Tom Jobim, Edu Lobo, Dori Caymmi, Sivuca, Radamés Gnatalli, Eduardo Gudin, João Nogueira, Mauro Duarte, Maurício Tapajós, Guinga, Raphael Rabello, Pedro Amorim, Moacyr Luz, Lenine e tantos outros. Começou a compor com 13 anos de idade e aos 15 anos escreveu Viagem, com seu vizinho João de Aquino, primo de Baden Powell do qual logo também virou parceiro com mais de 70 composições. Suas canções foram consagradas por divas como Elis Regina, Elizeth Cardoso e Clara Nunes, com quem foi casado. Paulo Cesar Pinheiro se dá o luxo de poder sair nas ruas sem ser notado. E talvez este anonimato seja o responsável por manter, até então, a pureza e singularidade de toda sua obra. Paulo C Pinheiro traz em suas letras as riquezas de nossa cultura, seja na autenticidade poética, seja na beleza rítmica e harmônica, tanto em seus sambas de lamento, pois como ninguém descreve o amor e suas facetas, quanto em seus sambas com teor social pela sua intelectualidade crítica e profunda conhecedora das raízes, das tradições, dos cancioneiros, dos ritos e mitos brasileiros. Paulo César Pinheiro é poeta, letrista, escritor e acima de tudo, apaixonado pelo Brasil. O Projeto 14 Sambas Quilombola tem o prazer de apresentar uma minúscula partícula de sua vasta obra. Aqui em nosso blog você poderá ouvir algumas músicas que serão exibidas no Projeto do dia 09 de novembro na Sociedade Beneficente 13 de maio em Piracicaba -SP. por Denis
Abaixo um vídeo onde Paulo Cesar explica a criação da música Portela na avenida

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um pouco de Xangô da Mangueira O Rei do Partido Alto - 1972


CAPA DO DISCO XANGO O REI DO PARTIDO ALTO 1972
Quando Xangô deixou a Portela indo para Lira do Amor e depois para a Mangueira, mesmo referenciado por Paulo da Portela e fortes influências dentro da agremiação além de vários amigos na comunidade, teve de comprovar seu talento dentro da Mangueira. Isto se deu em um concurso onde teve de improvisar e versar em dupla com aproximadamente 10 duplas rivais de ótimos versadores. Depois que ganhou este concurso, Xangô com seu talento, pulando vários estágios dentro da escola foi escolhido como o 3º diretor de harmonia da mesma. Xangô tornou-se conhecido pela paciência e cortesia. Conforme suas palavras "Nunca xinguei uma pastora ou discuti com ninguém. Entro na quadra na hora em que o ensaio começa, e todos param de falar. Se tem alguma confusão, explico que todos têm que colaborar porque isto aqui é a diversão nossa. É a arena, o teatro da pessoa humilde", sábio Xangô. Com vocês um dos primeiros trabalhos deste cantor de voz poderosa. É só clicar no link rosa ao lado ISTO É PAPO DE BAMBA e se emocionar com um dos melhoes compositores e improvisadores que o samba já teve.
1 - Moro na roça (Tradicional - Adaptação: Xangô da Mangueira - Jorge Zagaia) participação: Jorge Zagaia
2 - Quando vim de Minas (Xangô da Mangueira)
3 - Se o pagode é partido (Xangô da Mangueira - Geraldo Babão)
4 - Cheguei no samba (Rubem Gerardi - Xangô da Mangueira)
5 - Que samba é esse (Jorginho)
6 - Se tudo correr bem (Waldemiro do Candomblé - Xangô da Mangueira)
7 - Pequenininho (Geraldo das Neves) participação: Jorge Zagaia
8 - Recordação de um batuqueiro (Xangô da Mangueira - J. Gomes)
9 - Quem não te conhece é que te compra (Tiro no Escuro) (Walter Coringa - Lúcio Ferreira)
10 - Arigó (Xangô da Mangueira - Batelão)
11 - Diretor de harmonia (Jorge Zagaia) participação: Jorge Zagaia
12 - Olha o partido (Xangô da Mangueira - Rubem Gerardi)

(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como
http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)

sábado, 18 de outubro de 2008

Papo de Teleco teco - 1º Edição - Carlos Cachaça



Uma vez por mês o Projeto 14 Sambas publicará aqui informações sobre ilustres sambistas mostrando um pouco de sua obra, vida e luta em prol do Samba e do cotidiano brasileiro, em nossa primeira edição do Papo de Bamba falaremos sobre Carlos Cachaça:

"Cachaça" foi Filho de funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil, nasceu no morro da Mangueira, em uma das casas que a companhia alugava para seus funcionários. Seu pai, Carlos, abandonou a família. D. Inês, sua mãe, vendo-se em dificuldade para criar seus seis filhos menores, o entregou ao padrinho, o portuguêsTomás Martins, dono de vários barracos no morro da Mangueira. Logo, o menino passou a fazer cobranças, lidar com recibos e anotações dos aluguéis, substituindo o padrinho analfabeto.
Aos16 anos, atuava como pandeirista no conjunto de Mano Elói (Elói Antero Dias).
O pseudônimo "Cachaça" surgiu em uma das reuniões na casa do tenente Couto (do Corpo de Bombeiro), na qual estavam presentes três Carlos. Para diferenciá-lo, o anfitrião sugeriu "Cachaça", bebida preferida do compositor, na época com 17 anos.
Em 1922, conheceu Cartola, com quem mais tarde comporia diversos clássicos.
Fundou, em 1925, juntamente com Cartola, Marcelino José Claudino, Francisco Ribeiro e Saturnino Gonçalves, o Bloco dos Arengueiros, que mais tarde deu origem à Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, da qual também foi um dos fundadores, participando de todas as reuniões preliminares sem, contudo, comparecer à reunião de fundação por estar de serviço.
No ano de 1926, entrou para Estrada de Ferro Central do Brasil, galgando vários cargos, permanecendo até o ano de 1965, quando se aposentou como oficial de administração. Com sua primeira mulher, Maria Aída da Silva, teve três filhos: Luco, José Carlos e Marinês.
Casou-se com Menininha (Clotilde da Silva, falecida em 1983), irmã de Dona Zica, com a qual viveu durante 45 anos.
Foi presidente de honra da Mangueira e da Academia Brasileira da Cachaça, da qual constam apenas 40 membros acadêmicos.
Em 1998, antes de falecer, fez seu último desfile pela Mangueira. Já debilitado em uma cadeira de rodas, presenciou a escola sagrar-se campeã com o enredo "Chico Buarque da Mangueira", desfilando ao lado do homenageado, que o beijou repetidas vezes.
Co-autor do livro "Fala, Mangueira", com Marília T. Barboza da Silva e Arthur L. Oliveira Filho em 1980, lançado pela Editora José Olympio. Autor de "Alvorada", livro de poemas e letras, publicado pela Funarte em 1989, organizado por Marília Trindade Barboza. (Textos retirados do dicionário Cravo Alvim)Logo abaixo um vídeo documentário com Carlos Cachaça e um disco gravado em (1976) pela Continental: Clique aqui: ISTO É PAPO DE BAMBA
(Atenção: Este l:ink encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.
Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como www.buscape.com.br ou similares)

Samba, Maracatu, Frevo, Lundu, Maxixe, Samba de Coco, Samba de Roca....



No nosso blog você encontrará: SAMBA, PAGODE, MP3, INFORMAÇÃO, CULTURA, CARNAVAL, DOWNLOADS, MUSICA, MARCHINHAS, UMA RÁDIO ON LINE, DISCOS PARA BAIXAR, Samba, Maracatu, Frevo, Lundu, Maxixe, Samba de Coco, Samba de Roca, FILMES, LIVROS. ALÉM DE MUITA INFORMAÇÃO MUSICAL E DA VIDA DE ILUSTRES SAMBISTAS COMO CARTOLA, NELSON SARGENTO, NELSON CAVAQUINHO, MONARCO, VELHA GUARDA MANGUEIRA, VELHA GUARDA PORTELA. A HISTÓRIA DAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO E MUITO MAIS. SEJA BEM VINDO AO ECOS DO TELECO TECO.
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