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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

PAPO DE TELECO TECO - 3ª EDIÇÃO - MUSSUM "FORÉVIS"



Uma vez por mês o Projeto 14 Sambas publicará aqui informações sobre ilustres sambistas mostrando um pouco de sua obra, vida e luta em prol do Samba e do cotidiano brasileiro. De origem humilde nascia no morro da Cachoeirinha no dia 7 de abril de 1941 Antonio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum da Mangueira. Em seu currículo participações no grupo Originais do Samba e trabalhos e filmes como humorista no grupo os Trapalhões. Serviu a força aérea durante 8 anos, foi o fundador do grupo os Sete Modernos o qual posteriormente deu origem ao Originais do Samba. Mussum recusou vários convites do grupo os trapalhões antes de participar de seu elenco, se tornando ao aceitar o convite, o único afrodescendente a integrá-lo, um marco para época. Apaixonado pela Mangueira, todos os anos sua figura era vista durante os desfiles da agremiação no meio da Ala das baianas, da qual era diretor de harmonia, perdendo raramente um ensaio. No entanto o que pouca gente sabe é que Mussum fez três trabalhos solos, "Agua Benta" em 1978, "Descobrimento do Brasil" em 1980 e o último em 1986 de nome "Mussum". Ele sempre foi um profundo conhecedor de sambas e segundo depoimento de seu amigo Dedé Santana “ele era o único dos Trapalhões que não representava um personagem. O tempo todo, Mussum era ele mesmo: alegre, brincalhão, risonho, querido por todos não precisando do menor esforço para ser engraçado..."
No link abaixo você poderá baixar o disco de 1980 "O Descobrimento do Brasil", com músicas assinadas por grandes bambas do samba como Geraldo Babão, Walter Moreira, Baden Powell, Ari do Cavaco, Eduardo Gudin, Paulo César Pinheiro, Almir Guinéto, Beto Sem Braço entre outros, e no vídeo abaixo uma apresentação raríssima do Grupo Originais do Samba o qual deu grande notoriedade a Mussum como sambista. Clique no link (em rosa) e baixe o disco ISTO É PAPO DE BAMBA. por Fábio
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como www.buscape.com.br ou similares preservando os direitos do ator)

domingo, 16 de novembro de 2008

VOU APRENDER A LER, PARA ENSINAR MEUS CAMARAS

Na foto Zumbi dos Palmares
Esta semana como alguns sabem é a semana da Consciência Negra, estava procurando sambas que traduzissem este movimento e sentimento, quando em minhas caminhadas cibernéticas, me deparei com este samba canção de Roberto Mendes e Capinam, interpretado pela cantora Carolina Soares que trata sobre o "Semba" patriarca de nosso samba, o sentimento da vinda dos negros ao cativeiro; onde no final da canção, com uma bela metáfora, os compositores afirmam que aprendendo a "ler" a situação atual, pode-se contribuir para que muitos "camaradas" rompam as invisíveis amarras da submissão.por Fábio
Clique e ouça
Yaya Massemba
Que noite mais funda calunga
No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas Compasso de um coração de pássaro No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito Kawo Kabiecile Kawo Okê arô oke
Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão
Vou baixar o seu terreiro
Epa raio, machado, trovão
Epa justiça de guerreiro Ê semba ê Samba á o Batuque das ondas Nas noites mais longas
Me ensinou a cantar Ê semba ê Samba á Dor é o lugar mais fundo
É o umbigo do mundo É o fundo do mar
No balanço das ondas Okê aro Me ensinou a bater seu tambor Ê semba êSamba á
No escuro porão eu vi o clarão Do giro do mundo
Que noite mais funda calunga No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas Compasso de um coração de pássaro
No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito Kawo Kabiecile Kawo Okê arô oke
Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão Vou baixar o seu terreiro
Epa raio, machado, trovão Epa justiça de guerreiro
Ê semba ê ê samba á é o céu que cobriu nas noites de frio minha solidão
Ê semba ê ê samba á é oceano sem, fim sem amor, sem irmão ê kaô quero ser seu tambor
Ê semba ê ê samba á eu faço a lua brilhar o esplendor e clarão luar de luanda em meu coração
Umbigo da cor abrigo da dora primeira umbigada massemba yáyá massemba é o samba que dá
Vou aprender a ler Pra ensinar os meu camaradas!
Vou aprender a ler Pra ensinar os meu camaradas!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Plínio Marcos em uma verdadeira aula do samba paulistano



Este disco é um dos mais perfeitos resumos da trajetória do samba paulistano "Plínio Marcos em Prosa e Samba". Plínio Marcos era mais que um cronista pois ele sabia no fundo de seu peito a marginalização pela qual passava o sambista paulistano, afinal além de andar com os bambas da época, desenvolvia um trabalho que ia contra todo o tradicionalismo e preconceito existente ao genero. Plínio criou um espetáculo que unia seus textos aos trabalhos dos sambistas engraxates paulistanos, o qual no ano de 1974 gerou este disco que estamos disponibilizando o audio abaixo. Neste importantíssimo trabalho narrado por Plínio encontram-se canções de Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro e Geraldo Filme os quais interpretam-nas pessoalmente. Uma sabatina fundamental à quem quer saber um pouco mais sobre o samba da Casa Verde, o batuque de Pirapora, a vida destes sambistas que mesmo levando muito "tapa no lombo" mantiveram vivo seu ímpeto de luta na manteneção das raízes relativas ao samba de São Paulo. É só clicar e aprender parte da história pelas palavras deste importante cronista.por fabio

01 - Tiririca (Geraldo Filme)
02 - Vou sambar n'outro lugar (Geraldo Filme)
03 - Tradições e Festas de Pirapora (Geraldo Filme)
04 - Silêncio no Bixiga (Geraldo Filme)
05 - Tebas "O escravo" (Praça da Sé) (Geraldo Filme)
06 - Brasil recebe o mundo de braços abertos (Zeca da Casa Verde)
07 - Congada (Zeca da Casa Verde)
08 - Linda mnhã (Zeca da Casa Verde)
09 - Noite encantada (Zeca da Casa Verde)
10 - De Pirapora a Barueri (Tradicional) Música tradicional paulista
11 - Ditado antigo (Toniquinho)
12 - Bloco do Chora Galo (Toniquinho)
13 - Samba de lei

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

"VELHA PORÉM MUITOS ANOS DE GLÓRIA"


Estava lendo um artigo sobre um desfile carnavalesco do Rio de Janeiro no ano de 2005 publicado na revista Bravo em setembrdo de 2008.
Um dos carros da Velha Guarda da Portela quebrou, carro este que tinha como destaque um grupo formado principalmente por fundadores da Portela, que reunidos foram barrados na Marquês de Sapucaí pela própria diretoria sob o triste pretexto de manter a cronometragem do desfile. Segundo o autor do artigo "muitas lágrimas, eles não despertavam piedade nem se mostravam frágeis: ao contrário, eram pessoas indignadas e ofendidas, íntegras e ostensivamente alheias, com sua história, às malversações na condução da escola"
Atualmente me preocupa o fato do desrespeito a tradições e a absurda inoperância na criação de novos mecanismos que criem estímulos à processos de transformação social. Dinheiro, luxo e fama são os motores de muitas pessoas e trabalhos que falsamente se denominam culturais, e como não poderia deixar de ser, nossa indústria cultural conduz ladeira abaixo com seu famigerado ópio, talentos e movimentos de resistência que poderiam combater este processo de massificação.Até quando? Respeite suas tradições por Fabio
No vídeo abaixo 2 cenas do filme sobre Paulinho da Viola, onde Monarco destaca a relação do compositor com a Velha Guarda e em contra partida a importância que Paulinho da a eles como acréscimo em seu potencial criativo.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Batuque na Cozinha - O FEIJÃOZINHO AMIGO DA TIA SURICA

Capa do disco Fina Flor - Tem la na rádio Ziriguidum


Tia Surica além de uma voz única, é dona de uma culinária maravilhosa. Irei agora desvendar um de seus segredos, o feijãozinho da Tia Surica, ou como diria o mestre Monarco o feijão da Suriquinha, caneta e papel a mão, depois é só cozinhar, acessar nossa rádio diretinho do blog e se sentir na Portela.

Feijão amigo da TiaSurica da velha guarda da Portela (Receita)

1/2 kg de feijão preto ou mulatinho
02 folhas de louro
300 gr de toucinho fumeiro
200 gr de carne seca magra
06 dentes de alho
02 cebolas
cheiro verde
coentro (opcional) pimenta do reino sal

Modo de preparar
Cozinhar o feijão com as duas folhas de louro
Coar, retirando todos os caroços, que devem ser desprezados para essa receita - porém podem ser usados para tutu à mineira)
Reservar o caldo em uma panela grande, fazer um refogado, com um pouco de óleo, metade do alho socado, o sal e a pimenta doreino
Deixar dourar
Juntar o caldo de feijão
Mexa bem, com uma colher de pau, para engrossar e pegar gosto
Adicionar a carne seca (passar no liquifificador,para que o único vestígio dela seja o sabor) e o coentro,bem batidinho (opcional).
Cortar o cheiro-verde bem picadinho e reservar
Em outra panela, colocar a outra metade do alho socado para dourar na gordura do toucinho fumeiro (cortar empequenos pedaços), quando o toucinho fumeiro estiver bem frito - o toucinho entra no processo entes do alho- apague o fogo
Reserve
Servir o caldinho em copo de vidro ou em caneca.
Colocar por cima um punhado de torresmo e outro decheiro verde picado
Dica - Cada porção deve ser acompanhada de uma dose de uma boa cachacinha branca.
Deixar por perto um vidro de pimenta malagueta e limão
Fonte - Medeiros, Alexandre - Batuque na cozinha - As receitas e histórias das tias da Portela. SENAC RIOEditora/Casa da Palavra. por Fabio
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