
domingo, 31 de maio de 2009
Clara Nunes homenageada do Prêmio de Música Brasileira, antigo Prêmio Tim

Este ano o antigo Prêmio Tim, que agora é conhecido como Prêmio da Música Brasileira, homenageará amanhã a diva dos orixás Clara Nunes. Mesmo com a empresa Tim deixando de patrocinar o prêmio deste ano, uma reunião de amigos ilustres resolveu bancar do próprio bolso o festival, o iluminador Césio Lima, Aloísio de Abreu, Rildo Hora, o coreógrafo Gringo Cardia, e Lenine com sua esposa foram algumas das pessoas que ofereceram seus préstimos. Segundo Machine organizador do Prêmio, a parceria não se encerrou por problemas financeiros, mas sim políticos, o que vejo como uma pena. Abaixo um vídeo onde Alcione destaca a importânica de Clara para o samba e a música popular brasileira. Veja a reportagem completa do Prêmio da Música Brasileira clicando aqui. por Fábio
sábado, 30 de maio de 2009
Mestre Délcio Carvalho e seu amigo "Luizinho"

Abaixo um texto enviado carinhosamente pelo Mestre Delcio Carvalho feito ao amigo Luiz Carlos da Vila, ou como carinhosamente o chamava "Luizinho"
Na foto Mestre Delcio Carvalho e Luiz Carlos da Vila
ADEUS, LUIZINHO ADEUS, FRANCO,ADEUS
Desencarnou o amigo, dedicado e grande compositor popular, Luiz Carlos da Vila. Com ele fecha-se o ciclo de um grande poeta e abre-se a pergunta: porque o artista do povo não tem acesso à grande mídia? Por que tem que ficar restrito aos guetos, ignorados pelos cardeais, pelos inventores e pseudo donos do samba? Se prestarmos atenção, perceberemos que falta muito para talentos como o Luizinho, como eu o tratava, chegarem ao devido lugar, às alturas que eles merecem. Tenho um CD com uma música inédita do Luiz, que ele me deu para colocar letra. Tão linda, tão bonita, que toda vez que eu o encontrava dizia pra ele que música e letra deveriam ser dele. Ao que ele me respondia: “você quer me tirar o prazer de ter uma parceria contigo?” Ele se dizia fã de um samba que fiz para o grupo “Lá vai samba” com o mesmo título. Este grupo tinha como integrante o violonista Carlão Elegante, que foi seu vizinho e primeiro professor de violão, além de Jonas do Cavaco, Everaldo Cruz, também no violão, Samuca e Baianinho da Cuíca. Os autores populares têm uma imensa dificuldade de chegar aos altos escalões da mídia, além de ter que virar redondo para cumprir agendas de shows baratos, para ganhar a vida, cantando aqui e ali, quase de graça e às vezes até de graça mesmo. Agora chegamos à era dos bem-vindos projetos, que abriram novas portas e nos dão chance de publicar ou gravar nossas músicas, já que, para se gravar com os grandes nomes, somos barrados e até condenados ao ostracismo pelos “grandes produtores”, que preferem velhos chavões, que fazem sucesso rápido e depois passam e vão pro lixo de nossas memórias, do que as novas vertentes que o samba procura e que o Luizinho tanto buscava. As pessoas não têm idéia do trabalho que dá compor, gravar em estúdio para ter uma boa qualidade, para que possamos sair atrás dos cantores e fazê-los gravar. E já saímos vencidos, pois os grandes cantores, os que nos dão algum retorno monetário, já têm os seus cupinchas, que fazem, bem ou mal, e já têm suas faixas certas nos CDs. Aí, quando a bolachinha é lançada, é que se nota a série de bobagens e as músicas de qualidade duvidosa que se grava. Com certeza estou ressalvando as exceções. Algumas vezes os “grandes produtores” procuram salvar suas produções fazendo com que se regravem grandes sucessos de antigamente. São antigos, mas têm qualidade e, por isso, sobrevivem. A grande saída são mesmo os projetos e não podemos nos esquecer da nova geração de intérpretes que estão chegando para ficar. Estes jovens gravam pela qualidade, sem nenhum preconceito. Estão surgindo verdadeiros astros que me dá prazer de citar os nomes de alguns: Ana Costa, Mariana Baltar, Marina de La Riva, Roberta Sá, Moyseis Marques, Lucio Sanfilippo. Verônica Ferriani, Giana Viscardi... que me desculpem se estou esquecendo alguns nomes. São jovens com outra mentalidade e estilo, que estão dando força aos que têm valor. Creio que em pouco tempo a música popular brasileira terá maiores avanços, longe dos vícios. Não podemos nos esquecer da formação de novos públicos, que acompanham estas novas e brilhantes estrelas, vibrando e cantando tudo. Tudo muito diferente do que é o nosso meio até agora, cheio de perversidade, um querendo derrubar o outro, a mania de deturpar os fatos. Até hoje ainda existem muitos que não sabem que quem trouxe a esquecida Ivone Lara (esquecida, na época, até pela sua escola do coração, Império Serrano) para o meio musical, fui eu. Hoje, fazer samba com Dona Ivone é fácil. No começo, na época da dureza, ninguém ia lá em cima (Inhaúma) fazer música com ela e trazê-la para cá. Os meios de comunicação só escutam o que interessa para alguns. O outro lado fica de fora sem ter o direito de contar a verdadeira história, e assim se desvirtua o passado e se constrói um presente/futuro mentiroso e manipulado. O compositor popular de talento tem que se virar – pintar quadros, escrever sobre botequins e biritas para ter acesso à mídia, quando nada, tornar-se produtor e comandar os coitadinhos dos menos favorecidos. Outro dia, morreu o Toco da Mocidade, outra admiração do Luizinho. Nem uma homenagem da Escola de Padre Miguel, sua escola, ele teve. Tantos sambas-enredos belíssimos e, na hora de prestar a última homenagem... se não fossem os admiradores, amigos e parentes, seria mais um indigente. Outro que se foi – o Franco. Em vida, o parceiro já não citava o nome, agora que se foi é que ninguém fala. Grande letrista, grande amigo, grande figura. Um ser humano de um coração transbordante de bondade. Eu, pelo menos eu, tenham certeza, não os esquecerei. Eram todos meus parceiros queridos. Enfim, vida que segue. Vamos lá, gente, correr atrás dos projetos, salvação de nossas lavouras. O Luizinho da Vila era um dos que levantavam meu astral na hora do desânimo. Que Deus o tenha e lhe dê a acolhida merecida no cast dos grandes artistas deste Brasil, que ele valorizou com seu talento.
DELCIO CARVALHO
Mestre Délcio que estas palavras sirvam de estímulo à todos que ainda buscam manter viva a chama de seu espírito Projetista, nós lhe somos gratos pela contribuição. por Fabio
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O samba morreu?

O samba é eterno. Particularmente acredito que enquanto houver comunhão de respeito entre pessoas aliadas a pandeiros e "telecotecos" o samba estará vivo, afinal ele não é só tocado ( pelo menos na humilde percepção de quem aqui lhes escreve) tornando-se uma relação tão forte, que possibilita ao sambista falar da tristeza mais profunda envolto a um ritmo que manifesta a mais pura alegria, porém o fato de pessoas acreditarem que ele se transformou é também interessante, afinal embora seja complicado e perigoso falar do tema sem reflecções profundas e análises críteriosas de seu processo evolutivo , percebo que surgiram durante estes anos muitos "clones" deste ritmo como o samba funk, samba rock, samba reggae, samba de coco, samba soul e até o samba punk, sim samba "punk", onde gringos escosseses ao melhor estilo hardcore, balançando suas cabeças entopetadas além de criar uma nova vertente, sinalizam até aos mais céticos que algo esta ocorrendo. Também existem os que defendem que ele faleceu, um fato complicado de tentar entender ou mesmo explanar sendo um amante do samba, mesmo respeitando tal opinião. Porém me sinto obrigado a sugerir que pelo menos tentem, poderosos incrédulos, sambar ao som do vídeo abaixo; aí quem sabe depois vocês até mudem sua opinião?por Fábio
Mosaicos - Neste sábado (30/05) à partir das 20:30 na TV Cultura
Por: Fábio at 04:59
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Compilação de músicas de estúdio e gravadas para os programas "Mosaicos Caetano Veloso", "Mosaicos Gilberto Gil", "Mosaicos Milton Nascimento" e "Mosaicos Jorge Ben Jor", com participãções de A Cor do Som, Chico César, Marina De La Riva, Mariene de Castro, Jurandir Santana, Mutantes, Andréas Kisser, Bi Ribeiro, Charles Gavin, Clemente, Paula Lima, Toninho Horta, Fernando Brant, Wagner Tiso, Farufyno, Nereu, Bebeto e SambaSonics. O repertório musical fica por conta das canções Beleza Pura, Esse cara, Tigresa, Procissão, Panis et Circences, Pessoa nefasta, Canção do sal, Beijo partido, Milagre dos peixes, A tamba, Que maravilha e Achados e perdidos.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Agenda Teleco Teco para este fim de semana (29/05) em Piracicaba.
Por: Fábio at 07:20
Sem Comentarios

Para quem esta de bobeira em busca de bons Teleco Tecos para dar uma calibrada depois do corre corre da semana veja ai o que vai rolar em Piracicaba S. P. neste fim de semana : Na sexta feira (29/05) muita coisa na noite de Pira: No Sesc Piracicaba vai rolar um show com Luiz Melodia com a Orquestra de Higienópolis no ginásio de esportes à partir das 21:00, e depois, como a noite é muito longa você pode escolher entre uma ótima roda de samba com a rapaziada do Quilombola no bar Estação Cultural à partir das 22:00 hrs, ou se preferir ir curtir uma noite no Bar Cruzeiro regada a muita música e a peça Teatral "Navalha na Carne" de Plinio Marcos acompanhada de bons sambas e mpb do músico Saulo Ligo. Já no sabado (30/05) vai rolar um tributo a Paulinho da Viola comandado pelo músico Saulo Ligo e convidados no bar Cruzeiro à partir das 21:00 horas e também no Estação Cultural tem a rapaziada do Finos da Bola mandando o melhor do Samba Rock. E se voce esta pensando que para por ai no domingo (31/05) rola no CentroCultulau antigo bar do Lau o quintal do samba com muito choro e samba, em um ambiente de samba de terreiro, que relembra os tempos idos . Também da para pegar um verdadeiro encontro de Bambas na mansão Rubi com Quilombola, Juca Ferreira e Oitava Cor, este samba promete. E aí?!?! Mesmo não sendo de Piracicaba voce não vai ficar em casa, certo? Vem para Pira!! por Fabio
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Com vocês Luiz Carlos da Vila
O termo Kizomba era muito utilizado para evidenciar as festas realizadas pelos negros, regadas a musica, comida e bebida, onde estes celebrando a luta perante as dificuldades diárias buscavam energia para continuar sem sucumbir diante do cotidiano trágico e violento. Luiz Carlos da Vila foi um dos compositores que sintetizou através desta bela canção tal fato. Com vocês Kizomba a festa da Raça. por Fábio
Luiz Carlos Baptista nasceu no bairro de Ramos, no Rio de Janeiro. Estudou acordeon e violão, e na década de 70 ia aos ensaios do bloco Cacique de Ramos, conhecido por diversos artistas, onde tocava e apresentava seus sambas. Na mesma década, ele ingressou na ala de compositores da Vila Isabel, época que foi decisiva para incorporar o "da Vila" em seu nome artístico. Em 1988, ele foi um dos compositores do samba-enredo Kizomba - A Festa da Raça, que deu à escola de samba campeonato no Carnaval. (Vídeo cantado logo acima) O ano de 1988 ainda marcou o compositor pela conquista do Prêmio Sharp pela música Além da Razão, interpretada por Beth Carvalho e composta em parceria com Sombra e Sombrinha Ao lado de Arlindo Cruz e Sombrinha gravou o sucesso O Show tem que Continuar. Outras músicas conhecidas de Luiz Carlos são O Sonho Não Acabou feita com Candeia, Nas Veias do Brasil e Herança. O compositor tem músicas gravadas por vários artistas, entre eles Alcione, Jair Rodrigues, Simone, Fundo de Quintal, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. | |
| Por Redação Terra | |
sábado, 23 de maio de 2009
"Nóis viemo aqui prá bebe ou prá coversá?"
"Nóis viemos aqui prá bebe ou prá conversar?" por Adoniran BarbosaNo início dos anos 70 Adoniran Barbosa se tornou um promissor garoto propaganda de algumas empresas como Unibanco e a cervejaria Antarctica. Abaixo um divertido comercial feito por este notável para venda das cervejas Antarcticas realizado em 1974, onde a figura alegre do sambista e a intenção de venda casam-se perfeitamente gerando ainda o famoso "chavão" de várias mesas de bar: "Nóis viemo aqui prá bebe ou prá conversá?". por Fábio
Domingo fomos todos prestigiar
Uma festa no largo do Bixiga
Ia ser inaugurada a estáuta
Do famoso benemérito Ataliba
Cerveja Antarctica teve para todo mundo
E a raça toda de copo na mão
Se apreparou pra prestar atenção
No discurso do mestre Raimundo
Mas quando ele ia começar
A chimangada toda gelou
Porque em vez do Raimundo falar
Foi a estáuta quem falou:
Vocês vieram aqui pra bebê ou pra conversá?
Uma festa no largo do Bixiga
Ia ser inaugurada a estáuta
Do famoso benemérito Ataliba
Cerveja Antarctica teve para todo mundo
E a raça toda de copo na mão
Se apreparou pra prestar atenção
No discurso do mestre Raimundo
Mas quando ele ia começar
A chimangada toda gelou
Porque em vez do Raimundo falar
Foi a estáuta quem falou:
Vocês vieram aqui pra bebê ou pra conversá?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Papo de Telecoteco - Flamengo e Estácio - 100 anos de samba e amor
Um disco obrigatório para quem gosta de samba. Mesmo se não for flamenguista ou torcer para a Estácio. As composições além de refletirem sentimentos dos compositores, dão resumos históricos destes dois ícones cariocas. Só o time deste disco já diz tudo Chico Buarque, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Walter Alfaiate, Zé Ketti, Elton Medeiros, Beth Carvalho, Miúcha e Maurício Tapajós, muitos bambas reunidos em uma verdadeira seleção de samba escolhidos a dedo, que nem mesmo o mais crítico conseguiria botar defeito. Estacio e Flamento - 100 anos de samba e amor tem músicas dos bambas Wilson Batista, Ismael Silva, Brancura, Baiaco, Bide e Marçal, sem esquecer da turma mais nova, como Gonzaguinha, Luís Melodia, João Bosco e Aldir Blanc. Ainda tem cantando Marcos Sacramento, Paulo Malaguti, Cristina, Wilson Moreira, Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro, bom acho que nem precisa falar mais nada, agora é só clicar no link e conferir o album, afinal isto é PAPO DE TELECOTECO. (Um grande salve ao Prato e faca pela colaboração). por Fábio.1 - O samba bate outra vez (Maurício Tapajós - Paulo César Pinheiro) cantam Alza Alves, Amélia Rabello, Beth Carvalho, Carlinhos Vergueiro, Chico Buarque, Cristina Buarque, Elton Medeiros, Ivone Lara, João Nogueira, Luciana Lopez, Luciana Rabello, Marcos Sacramento, Maurício Carrilho, Maurício Tapajós, Miúcha, MPB-4, Paulo Cesar Pinheiro, Paulo Malagutti, Paulo Roberto, Piii, Simone Cruz, Walter Alfaiate e Zé Keti
2 - A primeira Escola (Pereira Matos - Joel de Almeida)Me dá meu violão (Tradicional - Paulo César Pinheiro) cantam Cristina Buarque, Dona Ivone Lara, Wilson Moreira e Zé Keti
3 - Gol anulado (João Bosco - Aldir Blanc) canta Marcos Sacramento
4 - O ''X'' do problema (Noel Rosa) canta Amélia Rabello
5 - Samba rubro-negro (Wilson Batista - Jorge de Castro) canta Carlinhos Vergueiro
6 - Com a perna no mundo (Gonzaguinha) canta Paulo Malagutti
7 - Memórias de um torcedor (Wilson Batista - Geraldo Borges) canta Cristina Buarque
8 - Deixa falar (Maurício Tapajós - Hermínio Bello de Carvalho) canta Carlinhos Vergueiro
9 - Estácio Holly Estácio (Luis Melodia) canta Sergio Santos e Alza Alves
10 - E o juiz apitou (Wilson Batista - Antônio Almeida) canta Marcos Sacramento
11 - ''Tributo Aos Velhos Sambistas do Estácio'' Nem é bom falar (Ismael Silva)Mandei pintar (Tradicional - Hermínio Bello de Carvalho)Deixa essa mulher chorar (Brancura)Arrasta a sandália (Baiaco - Aurélio Gomes)Agora é cinzas (Bide - Marçal)Se você jurar (Ismael Silva - Nilton Bastos) cantam Chico Buarque, Marcos Sacramento, Élton Medeiros, Miúcha, Carlinhos Vergueiro, Cristina Buarque, Paulo Malagutti, Paulo César Pinheiro, João Nogueira, Beth Carvalho, Wilson Moreira e Walter Alfaiate
12 - Hino do Flamengo (Lamartine Babo) cantam João Nogueira e coro
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Rádio Alambique - Ótimas opções de sambas clássicos para você
domingo, 17 de maio de 2009
Prata da casa - Madrinha Eunice

Falemos de Deolinda Madre, cidadã piracicabana, e fundadora da primeira escola de samba de São Paulo. Madrinha Eunice como foi conhecida, fundou a Lava Pés na capital paulistana; fato diga-se muito ousado à sociedade da época, sendo a mesma mulher, negra e pobre. Em 1937 se inspirando no córrego da antiga rua dos Lavapés, onde negros e viajantes tinham de limpar seus pés para pisar na "parte nobre" da cidade, como ela mesma contou, fundou-se a mais antiga escola de samba em atividade na cidade de São Paulo. Talvez intuída, Madrinha Eunice, à partir deste momento, dentro do cenário em que vivia, juntou sobre a proteção do estandarte de sua escola de samba todos os instrumentos e elementos para que este grupo de pessoas conseguisse ganhar a cidade. Cantando músicas de Carmem Miranda e outras populares de seu tempo a escola foi conseguindo popularidade; se transformando na matriarca de várias escolas do carnaval paulistano, como Vila Mariana e Peruche, vencendo na década de 40 e 50 dezenove carnavais e rompendo muitos paradgmas. Hoje porém a mesma vive uma realidade diferente, ao contrário de muitas co-irmãs; com o surgimento do que muitos chamam de "evolução" carnavalesca, a escola perdeu, se é que podemos assim chamar sua notoriedade. Eunice apostando no tradicionalismo, fez com que a escola perdesse a "competitividade" dentro da evolução de nosso atual carnaval moderno. Em 95 com 87 anos, Madrinha Eunice morreu, passando o estandarte para Rosimeire Marcondes de Moraes, 39, sua neta, a qual sabe de cor a história da escola de coração de sua avó. Hoje esquecida na baixada do Glicério, sem sede própria e sem quadra para ensaio, Rosemeire luta para manter viva a chama da Lava Pés, ícone do samba e da cultura paulista que jamais deveria ser esquecido pelo povo brasileiro. por Fábio
Abaixo um vídeo da escola de sambas Lava Pés com a participação especial do Marcão de nosso Projeto 14 Sambas
Abaixo um vídeo da escola de sambas Lava Pés com a participação especial do Marcão de nosso Projeto 14 Sambas
sábado, 16 de maio de 2009
Papo de Teleco Teco - O disco Gente da Antiga: Clementina de Jesus, Pixinguinha e João da Baiana

Em 1968, o escritor e poeta Hermíni B Carvalho reuniu três dos patriarcas da música brasileira: Pixinguinha (1897-1973), Clementina de Jesus (1901-1987) e o decano destes, João Machado Guedes, o João da Baiana (1887-1974). Em onze faixas, ele apresenta uma atemporal aula de bambas, com temas que vão desde lundus do começo do século até criações recentes - incluindo parcerias entre o criador de "Carinhoso" e o próprio Hermínio. O disco tem um nome peculiar: Gente da Antiga. Pixinguinha estava longe do disco desde meados dos anos 50, mas seguia compondo. Convalescendo de um enfarte, em 1964, criou vinte valsas, uma por dia. Logo depois, Vinícius de Moraes poria letra em seu choro "Lamento". Com a retomada de sua carreira de músico, compôs com Hermínio "Harmonia das Flores", "Isso Não se Faz" e "Isso é Que É Viver"; daí veio a idéia de fazerem o disco junto com Clementina e João da Baiana. Clementina de Jesus era a grata surpresa do projeto: embora nova no cenário musical, no alto dos seus 63 anos, ela era uma antologia musical, o elo perdido do samba. A despeito de viver anos como doméstica, cantando informalmente, a rainha Ginga demonstrava ser uma cancioneira ambulante, uma lenda viva: conhecia inúmeros temas de partido-alto, cantos folclóricos e outros gêneros musicais que remetem à idade da pedra da música popular, com seu repertório de jongos, cantos de trabalho, cateretês e corimás. O disco lhe permitiria uma bela carreira de cantora, nas décadas seguintes. Já João da Baiana, mais que um lendário ritmista que integrou o Grupo da Guarda Velha (a pequena grande orquestra do autor de "Rosa" quando este se tornou arranjador profissional, no final dos anos 20), era mesmo um "patrimônio da música popular brasileira", como se designava aos mais chegados, no fim da vida., tornando-se o patriarca dos primeiros tempos do samba carioca. Quando jovem, freqüentava terreiros e batuques na casa da Tia Ciata (ou Aceata), na Praça Onze, no Rio, junto com sua mãe, Presciliana de Santo Amaro. Para acompanhar os percussionistas, o garoto utilizava um pandeiro enorme, instrumento que levou também para agremiações "carnavalescas", como o Dois de Ouro e o Pedra de Sal - onde ele nascera. O lugar foi o primeiro a reunir concentrações de negros libertos, a partir do fim do século XIX. Voce não vai deixar de conferir não é? É só clicar no link rosa ao lado ISTO É PAPO DE TELECO TECO - GENTE DA ANTIGA 1968 (Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Dia 13 de maio - Libertação e identidade
No último dia 13 de maio foi "celebrado" a suposta libertação dos escravos no Brasil. Uma suposta liberdade, dada por uma princesa encurralada, para um povo que nunca desistiu de lutar por ela onde diga-se de passagem, já estava conquistada antes mesmo da promulgação da mesma, dado o poder de organização da raça negra até então subjulgada. Procurando um samba para falar sobre isto, que tratasse o dia 13 de maio como um momento de reflexão e não celebração me lembrei deste samba composto por Jorge Aragão chamado Identidade, afinal hoje um açoite tão violento e disfarçado nos rodeia: a escravidão social, escravidão esta que não é só tocante a negros, mas também a toda uma classe na qual um senso comum dominante e poderoso busca mante-lá totalmente aprisionada. por Fábio
Identidade - Jorge Aragão
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai...
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
MTV Acústico - Arlindo Cruz com um gostinho de déjà vú
De uns tempos para cá a MTV descobriu o samba. Primeiro foi Zeca Pagodinho com seu acústico sem bebidas alcoólicas, e logo depois o músico retorna em outro acústico, digamos bem mais a vontade (*rs) . Há aproximadamente dois anos o mestre Paulinho da Viola também nos brindou com um trabalho recheado a preciosidades; fundamentais à vivência de qualquer sambista. E agora, no ano de 2009 surge Arlindo Cruz. Arlindo é o tipo de compositor versátil, com um trabalho recheado a composições que caem facilmente no gosto popular. Parcerias com velhos amigos como Marcelo D2, Zeca e Beth somadas a declarações de amor a sua comunidade e lembranças dos patrocinadores dão o tom ao trabalho. Apesar do espaço aberto aos sambistas pela MTV, um dos aspectos perceptíveis nestes acústicos, e que também se destaca no acústico de Arlindo é o gostinho de déjà vú que sempre fica implícito, pois apesar da qualidade musical e da belíssima produção, sempre fica no ar uma certa falta de ousadia no que diz respeito a apresentação de novas composições (talvez por motivos de vendagem ou mesmo em função da assimilação do acústico a curto prazo), ficando as apresentações em todos os acústicos restritas a antigos sucessos. Talvez além de inibir a cervejinha de Zeca Pagodinho em seu primeiro acústico, a emissora também queira coibir as possibilidades de descoberta que novos sambas causariam nos ouvintes da MTV, vai saber né? Abaixo um vídeo do novo trabalho de Arlindo Cruz, discípulo direto de Candeia e que como afirma "felicidade é o dom de viver cantando a vida", afinal o bom é saber quem gosta de mim. por Telecoquinta-feira, 14 de maio de 2009
Tia Sinhá - Em "sampa" samba era mesmo coisa só para macho?
Uma crônica de Plínio Marcos destacando a importância de mais uma sambista na formação do samba e do carnaval paulistano, escrita no ano de 1972. Do tempo que a mulher se envolvia no meio dos criolos e garantia sua participação na concepção da história do samba paulista. Começa assim: Houve um tempo em que fazer samba em São Paulo era tarefa de leão. A polícia acabava com qualquer pagode na base do chanfalho e não tinha quás-quás-quás. O sambista que marcasse bobeira ia pro xilindró. Nessa época, o samba da paulicéia só não foi pro beleléu graças a uma patota de muita fé, que encarava o que desse e viesse, mas botava o samba na rua.Inocêncio Mulata, discípulo do Dionisio Camisa Verde e Branco, Pé Rachado, Pato Nágua, Vassourinha, Jambura, Marmelada, Nego Braço, Zoinha e tantos outros seguravam o rabo de foguete. Não tinha escama. Eram os que comandavam a zoeira de memoráveis carnavais. E pra seu governo, meu lorde, as pauleiras não eram só com a polícia, que não queria ver crioulo brincando. Sobrava biaba cada vez que duas escolas ou dois blocos se cruzavam. Sente o aroma da perpétua.Quando o Campos Elíseos descia a Avenida São João e encontrava o Vai-Vai subindo, o perereco fervia. O baliza do Campos Elíseos e o do Vai-Vai avançavam e, com mil e uma mumunhas, dançavam batendo o bastão um no outro. E as baterias faziam das tripas coração pra abafar a do inimigo. E as porta-bandeiras diziam tudo que sabiam no pé, fazendo evoluções magníficas, que agitavam os gloriosos pavilhões.Mas, tudo até aí era competição honesta, gentilezas e tal e coisa. Depois, as escolas iam passando uma pela outra. E dava bochicho. A negada das alas não perdiam a chance de xingar e esculachar o pessoal adversário. E como ninguém comia enrolado, o rolo se formava. Surgiam na parada navalhas, pau, tamanco e muito ferro. O resultado era cana brava e hospital sentido.Mas, deixa isso tudo de lado. O que quero contar e o que pesa na balança é que, naquele tempo bravo, uma das cabrochas mais bonitas e mais entusiasmadas com o samba era a Sinhá da Barra Funda. Ela, no Carnaval, não fazia cerimônia. Brincava pra valer e botava fogo no pagode.Saía da Barra Funda um trio de couro comandado pelo Inocêncio Mulata. Vinha lá do Largo da Banana, mandando ver. Atrás vinham uns vinte crioulos sambando e, entre eles, a cabrocha Sinhá, de alta linha e de muita embaixada. E por onde o pagode ia passando, ia juntando gente na cola.Quando o trio de couro chegava na Praça Marechal, já eram mil crioulos dando o recado. E na Alameda Glete, já crescia o número pra dois, três mil pagodeiros. E iam em frente até a polícia entrar na fita. Depois, Sinhá, sem sentir falta de gás, vestia a fantasia e saia pelas ruas com o Camisa Verde e Branco da Barra Funda, seu cordão de axé forte, que hoje virou escola, mas continua legal como era no começo, nas mãos do Mestre Dionísio.E foi assim que a cabrocha Sinhá ganhou divisas de sambista batalhadora pelos pagodes. Ninguém lhe deu os títulos. Ela foi buscá-los no meio da batalha e se fez a maior no samba da paulicéia. Porém (e sempre tem um porém), os anos passam. As novas gerações de sambistas já encontraram meio caminho aberto pelos que vieram na frente. Já pegaram subvenções, proteção da polícia, organização e nem se lembraram dos que conquistaram esse pouco, quase nada, mas que, comparado com antigamente, é muito.A cabrocha Sinhá, que agora é a nossa querida Tia Sinhá e que agora permanece firme na Escola de Samba Camisa Verde e Branco da Barra Funda, incrementando o samba e dando embalo pros pagodeiros, foi esquecida. Nunca ninguém se lembrou de fazer uma homenagem a ela, campeã de tantos carnavais.Todos reconhecem seus méritos de primeira dama do samba paulista: Mocidade Alegre, Unidos da Vila Maria, Peruchão, Morro da Casa Verde, Peruchinho, Folha Azul do Marujo, Lavapés,Império do Cambuci, Vai-Vai, Fio de Ouro, Unidos do Tatuapé, Império do Ipiranga e todas as outras. Mas, ficam fechados em copas em relação à querida Tia Sinhá, que está aí mesmo, no Camisa Verde e Branco.Mas afinal, a justa homenagem do samba paulista à sua primeira dama vai acontecer. O Paulistano da Glória, que se lança esse ano novamente como escola de samba, escolheu a Tia Sinhá da Barra Funda pra madrinha de sua bandeira. Não podiam ter sido mais felizes a patota do Paulistano da Glória. Justa homenagem a quem tanto fez pelo carnaval paulista. Fez por fazer, fez por gosto, fez por amor, fez por acreditar na beleza da vida e na grandeza de um povo que canta na rua.Sinhá, a nossa querida Tia Sinhá da Barra Funda, recebe pra batizar amanhã na Rua da Glória a bandeira do Paulistano. Todos os que gostam de samba, todos os que transam nessa área devem chegar no pedaço pra oba-obar quem tem tanto merecimento. Jangada, Flavio Cesar, Clóvis Messias, Guerra, Covas Junior, cronistas maiores do samba, dêem passagem pra Tia Sinhá em seus veículos de comunicação. Senhores compositores, Talismã, Toniquinho, Silvio Modesto, Zeca da Casa Verde (que viu menino a Sinhá sambar), Odair da Mocidade, Santana, Geraldão, Joãozinho da Vila Maria, Borboleta, Borboletinha, João Dionísio, Zé Di do Vai-Vai, quero escutar um samba pra Sinhá. Um samba só dela, na boca de todo nosso povão das quebradas do mundaréu.Por favor, senhores baluartes do samba da paulicéia, Juarez da Cruz da Mocidade, Pé Rachado do Vai-Vai, Dito e Ananias da Vila Maria, Mala do Tatuapé, Doutor do Ipiranga, Sinval do Império do Cambuci, Zezinho do Morro da Casa Verde, Dona Eunice do Lavapés, não faltam na homenagem a Tia Sinhá. Vamos todos ao Paulistano da Glória. Do Carmo, compositor enrustido e festeiro embandeirado. Maurício Ex Mimoso e boa praça. Zé Ramos Tinhorão, pesquisador e historiador da música popular, Sergio Cabral, lutador incansável pelas nossas coisas, é obrigação baixar no Paulistano da Glória. É de lei pro samba ir homenagear nossa querida Tia Sinhá da Barra Funda. Isto é História, Isto é samba. por Plínio Marcos (1974) Contribuição site Samba-Choroquarta-feira, 13 de maio de 2009
O grupo Afoxé Oyá Alaxé e o resgate das tradições Nagôs e Pernambucanas

Em Pernambuco existe uma entidade Social, Artística, Cultural e Religiosa Afro descendente que têm como objetivo vivenciar, pesquisar, catalogar, desenvolver e divulgar atividades relacionadas à afro-brasilidade, mais precisamente a afro-descendência pernambucana, sejam elas informações de âmbito cultural, social, educacional, psico-pedagógica, artísticas e religiosa. É o gurpo Afoxé Oyá Alaxé que procura proporcionar a todos espectadores um valioso acervo, que visa resgatar a memória das nossas etnias afros que constituiram o nosso povo, dos nossos ancestrais e o vinculo do Brasil com os povos que também tiveram influência das tradições Nagô, valorizando as nossas heranças enquanto ser habitante e pensante desse grande planeta, que educa, que sociabiliza, que humaniza, que é natureza... e é o Divino. por Afoxé Oyá Alaxé
domingo, 10 de maio de 2009
Martinho da Vila e o parabéns à todas as mamães que torcem por um Brasil melhor

Hoje comemoramos uma data muito especial, homenageando aquelas que nos trouxeram ao mundo para sermos importantes, criando transformações no universo que nos rodeia. Dedico este post à todas as mamães que diversas vezes nos acolhem, que são de nosso sangue ou não, que estão presentes em vida, ou aquelas as quais nosso pai maior convocou para nos protegerem lá de cima. No final dos anos 60 e início dos 70 Martinho da Vila, começou a frequentar uma roda de samba na zona sul do Rio de Janeiro, roda esta comandada por Tereza Aragão, em um teatro cujo o próprio nome já dizia tudo, o Teatro Opinião. Ali Martinho lançou uma música que seria um de seu grandes sucessos, intitulada Tom Maior. A letra, através de uma imponente metáfora, conta a história de uma mãe que dá conselhos para que seu filho resista, em um período marcado pela falta de liberdade intelectual e repressão mantendo a esperança de ver um Brasil melhor em seu futuro. por Fábio
sábado, 9 de maio de 2009
Acidentes acontecem - As histórias de Zeca Pagodinho
Histórias bem humoradas de acidentes domésticos que rodearam Zeca Pagodinho durante seu início de vida como celebridade. por Fábio
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A "Biografia do Samba"
O Samba tal qual a cultura brasileira está sempre se auto escrevendo, em um eterno ciclo de idéias e relações cotidianas. por Fábio"A Biografia do Samba"
A Biografia do Samba é linda
Não vou narrar,
Porque o tempo
Não me favorece
Simplesmente por alto eu digo
Ela veio dos lamentos
Dos escravos, ao fazer em suas preces
Ô ô ô ô, são suplicas que o Brasil Jamais esquece
O samba tomou seu feitio no morro
Está na sociedade, não ficou só por aqui
Eu sei que há de aparecer
Alguém que faça pelo samba
Como Carlos Gomes, fez por Guarani
sábado, 2 de maio de 2009
Noel Rosa ao vivo e sem cores

Um registro dos tempos em que Noel Rosa cantava junto ao grupo o bando de Tangaras que era formado ainda por dois outros ícones da MPB (Braguinha e Almirante). e que foi formado no ano de 1929. Um registro raro de Noel tocando junto a este grupo que teve papel importante na nossa música brasileira. por Fábio


