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domingo, 28 de junho de 2009

Quando "o samba imita a vida"...

Uma das maiores fatalidades de nossa sociedade atual reflete no desenvolvimento e se sustenta na desigualdade social que perpetua jovens desde de pequenos. Como saldo a sociedade fica enjaulada em seus muros enormes e sistemas de segurança, sem defesa na estrutura que ela mesma criou. por Crâ



O meu guri - Chico Buarque
Quando, seu moço
Nasceu meu rebento
Não era o momento Dele rebentar
Já foi nascendo Com cara de fome
E eu não tinha nem nome Prá lhe dar
Como fui levando Não sei lhe explicar
Fui assim levando Ele a me levar
E na sua meninice Ele um dia me disse
Que chegava lá Olha aí!
Olha aí! Olha aí! Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí! É o meu guri e ele chega!

Chega suado E veloz do batente
Traz sempre um presente Prá me encabular
Tanta corrente de ouro Seu moço!
Que haja pescoço Prá enfiar
Me trouxe uma bolsa Já com tudo dentro
Chave, caderneta Terço e patuá
Um lenço e uma penca De documentos
Prá finalmente Eu me identificar
Olha aí! Olha aí! Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí! É o meu guri

E ele chega!
Chega no morro
Com carregamento
Pulseira, cimento Relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar
Cá no altoEssa onda de assaltos Tá um horror
Eu consolo ele Ele me consola
Boto ele no colo Prá ele me ninar
De repente acordo Olho pro lado E o danado já foi trabalhar
Olha aí! Olha aí! Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí! É o meu guri e ele chega!

Chega estampado Manchete, retrato Com venda nos olhos Legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente Seu moço!
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato Acho que tá rindo
Acho que tá lindo De papo pro ar
Desde o começo eu não disse Seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí! Olha aí! Ai o meu guri, olha aí
Olha aí! E o meu guri!...

sábado, 27 de junho de 2009

A doce Tereza Cristina

Uma das boas surpresas da Lapa foi sem dúvida Tereza Cristina, esta moça com ar timído, admiradora e defensora do samba autêntico. Tereza Cristina desde pequena sofreu forte influência dos pais amantes de boa música e MPB, pude perceber isto quando assisti o programa Ensaio feito pela mesma à TV Cultura; onde ela cantou um samba muito bonito de autoria de sua mãe. Tereza despontou para o publico juntamente com o grupo Semente depois da gravação de seu primeiro cd em 98, com o trabalho Tereza Cristina canta Paulinho da Viola. Portelense, em seus depoimentos esta sambista não nega a influênica, admiração e carinho que tem pela Velha Guarda desta escola, inclusive por seu amigo pessoal Argemiro do Patrocínio. Hoje Tereza é umas das referências femininas do samba autêntico brasileiro que ao lado de outros ícones como Leci Brandão, Clara, Clementina é promessa certa de que a chama com certeza jamais se apagará. por Fabio

sexta-feira, 26 de junho de 2009

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Batuque na cozinha: História e receita da feijoada brasileira



A mais típica das comidas brasileiras é motivo de controvérsias entre os especialistas do assunto. Muitos acreditam que a origem da feijoada seja uma herança dos escravos. Naquela época, a alimentação dos escravos, por sua vez, era escassa e composta basicamente por cereais como o feijão ou o milho. Assim, o feijão misturado com farinha de mandioca ou fubá grosso de milho, antes de ser servido. Os escravos não podiam ser simplesmente maltratados, pois custava caro e era a base da economia. Devia comer três vezes ao dia, ao almoçar às 8 horas da manhã, jantar à 1 hora da tarde e cear das 8 até as 9 horas da noite. Com o tempo os grandes senhores das fazendas, aproveitavam as partes nobres do porco e deixavam o resto para misturar na comida e servir aos trabalhadores. Na senzala, eles aproveitavam as orelhas, focinho, pés, rabo e língua e juntavam-nas ao feijão para que o caldo ficasse mais grosso. Estava feita a feijoada.
Mas a maioria dos especialistas rejeita essa versão e diz que o prato, na verdade, foi trazido para o Brasil pelos portugueses. Portanto, o mais provável é que as origens da feijoada são a partir de influências européias. Alguns crêem que sua origem tem a ver com receitas portuguesas, das regiões da Estremadura do Alto Douro e Trás-os-Montes, onde os feijões de vários tipos, exceto o preto, eram misturados a lingüiças, orelhas e pés de porco – conservados na própria banha do animal – e acrescidos de verduras como couve e repolho rasgados. E ainda há aqueles que afirmam que a feijoada é um prato inspirado em outro prato europeu, como o cassoulet francês, que também leva feijão no seu preparo. A Espanha tem o cozido madrileno. A Itália, a “casoeula” milanesa. Ambos são preparados com grão-de-bico. Aparentemente, tiveram a mesma evolução da feijoada, que foi incrementada com o passar do tempo, até se transformar na obra-prima da atualidade.No fim das contas, o único fato com que todos concordam é que a adição do feijão-preto ao prato é uma invenção genuinamente brasileira – carioca, especificamente. Hoje, à feijoada, constituida de feijão preto cozido sobretudo com partes do porco (orelhas, rabo, pés etc.) acrescenta-se como acompanhamento a couve refogada com alho, o arroz branco, a farofa de farinha de mandioca, molho de pimenta e laranja fatiada, além de servir porções de torresmo acompanhadas de uma boa caipirinha. A combinação perfeita! Esse incremento foi tão bem aceito que a feijoada logo virou símbolo da culinária nacional.
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Receita - Ingredientes para 10 pessoas
500 g de carne-seca bovina
500 g de costela de porco salgada ou defumada
400 g de lombo de porco defumado ou salgado
200 g de paio
500 g de lingüiça portuguesa
200 g de língua de boi defumada
50 g de pé de porco salgado (opcional)
50 g de orelha de porco salgada (opcional)
50 g de rabo de porco salgado (opcional)
1,5 kg a 2 kg de feijão-preto
300 g de cebola picada
150 g de alho picado
100 ml de azeite extravirgem
6 folhas de louro
2 laranjas com casca

Modo de preparar


1/Coloque o feijão de molho por dez horas 2/Limpe bem as carnes salgadas (costela, carne-seca e lombo, caso opte pelo salgado), tirando o excesso de gordura e de nervuras. Deixe-as de molho por 24 horas para tirar o sal, trocando a água de três a quatro vezes. Coloque gelo na água, para ajudar a conservar. 3/Ferva as carnes salgadas junto com a língua defumada, em peças inteiras, em fogo alto. De 40 minutos a uma hora depois, desligue e jogue a água fora, para eliminar o excesso de gordura. 4/Lave-as bem e cozinhe-as de novo junto com o feijão, as folhas de louro e as laranjas em metades. Para manter a cor do feijão, use no cozimento a água na qual ele ficou de molho. Se desejar, deixe o pé, a orelha e o rabo de porco na panela por, no máximo, 30 minutos (apenas para dar gosto). 5/Após uma hora, retire as laranjas e coloque a lingüiça, o paio e o lomb (caso opte pelo defumado), todos em pedaços grandes. 6/Após meia hora, teste o grau de cozimento das carnes com um garfo. Vá retirando e reservando as que estiverem no ponto. À medida que a água for secando, vá acrescentando mais água quente. 7/Durante todo o cozimento, tire com uma concha a gordura que aflora na superfície da panela. 8/Em uma frigideira, doure a cebola e o alho no azeite previamente aquecido e coloque uma concha do feijão com seu caldo. Misture bem e deixe cozinhar por um minuto. Coloque essa mistura na panela de feijão. 9/Corte as carnes que estavam reservadas em pedaços pequenos e volte-as para a panela com o feijão. Deixe cozinhar por entre 15 e 20 minutos em fogo brando. Se necessário, corrija o sal. 10/Sirva com arroz branco e couve refogada no azeite. Fonte Projeto Atitude - Música, Cultura, Etc

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Papo de Teleco Teco: Para você o disco da Comunidade do Samba da Vela



Disco produzido no ano de 2005 com algumas das ótimas composições feitas para este projeto que tem como madrinha ninguem menos que Beth Carvalho. Gravado ao vivo, COMUNIDADE SAMBA DA VELA, conta com participações de 120 integrantes da comunidade além de Quinteto em Branco e Preto, Seu Nenê da Vila Matilde, Oswaldinho da Cuíca, Velha Guarda das Escolas de Samba Camisa Verde e Branco e Nenê da Vila Matilde, Grupo A Quatro Vozes e Oswaldinho do Acordeom em 20 sambas inéditos. Isto é Papo de Teleco Teco clique aqui A comunidade Samba da vela
1.Irmão de fé
2. Caminho de Lua Cheia
3. Polivalente
4. Não Merece Compaixão
5. Jurar, Jurei
6. Minha Vida Melhorou
7. Povo da Vela
8. Sinfonia dos Pardais
9. Decisão
10. Vida
11. Madrinha
12. Jurei
13. Forrobodó
14. Ingratidão
15. Canto pra Nenê
16. Zumbi-me, Palmares
17. Pra Vela Não Apagar
18. Com Os Pés No Chão
19. A Luta
20. A Comunidade Chora
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Ecos do Teleco Teco devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)

Agenda do Teleco Tecos 25 a 28/06, Festas Tradicionais, Samba, Soul e muito mais em Piracicaba e região, aproveitem..

CLIQUE NAS IMAGENS PARA MAIORES INFORMAÇÕES


De 24 a 26 de junho em Santa Olímpia (Distrito de Piracicaba/SP) ocorre a 13ª Festa da Polenta, uma tradicionalíssima festa tirolesa.

No Bar Estação Cultural nesa sexta a Banda Maracangalha manda muito samba e MPB e no sábado o esquema é o samba rock, funk, soul swingado do Finos da Bola


Duas vezes Juca Ferreira, a primeira sexta no Bar Cruzeiro com seu novo trabalho de samba "Força da Fé" e no sábado dá para ouvir o sambista no aconchegante bar campiniero Tônicos Bar, uma ótima pedida para o frio


Na quinta feira no Sesc de Piracicaba tem a cantora Pá Moreno a partir das 20 horas em um acústico que passeia da bossa ao jazz e do rock ao blues, com releituras e músicas autorais, já na sexta tem show com Paula Toller no Ginásio do Sesc a partir das 21:00 horas
No Captain Jack sexta com 2 Cds gravados e um DVD, Quatro Fatos é banda mais conhecida de Campinas e região. Com um carisma inigualável e uma legião de fãs que arrastam pessoas de todos os lugares para os seus shows; já no sábado a BANDA ACKUABAND manda clássicos do Pop, Rock Nacional e Internacional com ritmos que vão desde os clássicos dos anos 50 até as músicas atuais

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Fundo de Quintal e a renovação sem Mário Sérgio



Ano passado, depois de 18 anos o músico e compositor Mário Sérgio deixou o grupo Fundo de Quintal, conforme declarações ao jornal Extra do Rio de Janeiro sua partida foi amigável e se deu a um desejo em realizar novos trabalhos. "Depois de tanto tempo no grupo, cheguei à conclusão de que já fiz o que tinha que fazer no Fundo. Conversando com algumas pessoas, disse que gostaria de seguir em carreira solo e aí surgiram propostas de gravadoras para fazer meu disco" disse o músico ao jornal , que afirmou continuar seguindo a linha de samba, porém deseja desenvolver trabalhos de Bossa Nova e sons mais swingados como Jorge Ben Jor. Questionado sobre o repertório de seu novo trabalho e das lembranças no grupo Mário Sérgio disse que continuará cantando músicas do Fundo de Quintal, "Foram anos ótimos. Viajamos pelo mundo todo, fizemos vários amigos. Somos a formação mais duradoura e com mais êxito da história do Fundo de Quintal, a mais premiada. E todos nós, eu, Arlindo, Sombrinha, Aragão, Almir Guineto, não saímos do grupo, nós continuamos fazendo parte dele". Quanto ao Fundo de Quintal, Byra Presidente em entrevista ao mesmo jornal disse que o grupo viu a saída de Mário Sérgio de forma tranquila, "nós temos uma base muito forte. Eu, Ubirany e Sereno, fundadores, não podemos sair nunca. Nós construímos essa história. E agora formamos talentos. O Fundo de Quintal é um trampolim para os bons artistas. Quem for bom aproveita o que aprendeu aqui e se dá bem depois. Espero que isso aconteça com o Mário Sérgio", segundo Byra o Fundo de Quintal sempre esteve passando por um processo de transformação, destacando trabalhos carnavalescos executados através do Cacique de Ramos que para o mesmo sempre será a faculdade do Samba, mesmo sem o merecido reconhecimento no Brasil. Ao que parece o Fundo de Quintal já está a procura deu um substituto, e nós entusiastas, torcemos que neste processo de renovação o samba seja o real vencedor. por Fábio

domingo, 21 de junho de 2009

Prata da casa - O sambista Alessandro Penezzi



Quando o Projeto que participo atualmente completou o seu primeiro ano de vida, o mesmo foi agraciado pela presença de nosso conterrâneo, o compositor, arranjador, professor, músico brasileiro e acima de tudo respeitador de suas raízes Piracicabanas Alessandro Penezzi. Quando Penezzi veste-se de seu violão, cavaquinho, bandolim, violão tenor, violão 7 cordas ou flauta os presentes são compelidos de puro encantamento. Penezzi estuda música desde os 7 anos de idade tendo sido aluno de Carlos Coimbra (Piracicaba), Jair de Paula (Tatuí), Sérgio Belluco (Piracicaba), João Dias Carrasqueira (SP), Marcos Cavalcanti e Ulisses Rocha (Unicamp), se formando como baixarel em música popular pela Unicamp no ano de 2005, universidade esta onde ministrou também cursos de extensão em violão brasileiro e cavaquinho. Entre tantos grandes feitos em seu currículo, Penezzi já fez turnês pela Rússia, Estados Unidos, Angola e Itália (pelo Trio Quintessência), tocando também ao lado de músicos consagrados como Yamandú Costa, Carlos Poyares, Toninho Ferragutti, Oswaldinho do Acordeon, Conjunto Época de Ouro, Celso Pixinga entre outros. Foi também solista das orquestras Jazz Sinfônica de São Paulo e a Filarmônica de São Bernardo do Campo. Penezzi tem por instrumento preferido o violão, do qual compõem belíssimos sambas e choros. Nos momentos de folga, quando a corrida rotina lhe permite, costuma descansar na sua cidade natal, Piracicaba, sempre em companhia de velhos amigos. Seu talento propiciou-o a acompanhar monstros sagrados do samba brasileiro como Noite Ilustrada, Billy Blanco, Dona Ivone Lara, Monarco, Nelson Sargento, Délcio Carvalho, Xangô da Mangueira, Riachão, Wilson das Neves, Francisco Petrônio, Wilson Moreira, Marília Medalha, Cristina Buarque, Mariana de Moraes e Beth Carvalho, esta ultima que tece grandes elogios à Penezzi no vídeo que disponibilizamos abaixo. Já no segundo vídeo podemos ver o músico conciliando seu talento, alegria e simpatia no impressionante vídeo intitulado "16 mãos" tocando o clássico brasileirinho, ao lado de seus amigos; onde diga-se sem falsa modéstia gerou um trabalho impressionante. Foi um privilégio ao Projeto 14 sambas a presença do músico Alessandro Penezzi nossa Prata da Casa. por fabio

sábado, 20 de junho de 2009

DO TEMPO QUE MESTRE SALA USAVA NAVALHA E A ARMADURA ERA UMA CAMISA DE SEDA



Atualmente na "indústria" carnavalesca muitos Mestres Salas e Portas Bandeiras são contratados para "defender" a bandeira da escola onde o vínculo com a agremiação, vale tanto quanto o valor real da tinta de caneta usada para assinar o contrato de prestação de "serviços" para a agremiação. Porém deixando de lado a analogia comparativa do novo e velho carnaval, nos apeguemos a história e voltemos aos anos 30, onde nas disputas entre as escolas de samba, conhecidos na época como ranchos, os Mestres Salas eram literalmente os defensores do estandarte da escola. O baliza, hoje Mestre Sala, armado com uma navalha trajando roupas de cetim ou seda, vestimenta que evitava possíveis cortes de navalha, tinha a responsabilidade de defender sua companheira e o estandarte por ela carregado, pois neste período, era constante o risco delas serem arrebatadas por componentes de outros grupos desfilantes rivais. Alguns buscavam a origem da dança dos mestres-salas no gingado dos capoeiras, escondendo também em seus tradicionais leques uma afiada navalha a qual auxiliava na proteção do estandarte. No tempo dos ranchos, início do século, os homens eram quem carregavam os estandartes, motivo o qual alguns pesquisadores curiosamente apontam que a primeira Porta Bandeira das escolas de samba oficiais foi um homem, atribuindo tal pioneirismo ao sambista Ubaldo da Portela. Também pesquisadores como J. Efegê, considerado o maior cronista de todos os tempos do carnaval carioca, e Hiram Araújo, maior autoridade sobre história das escolas de samba, destacam em seus estudos que um dos mais famosos mestres-salas, ou balizas, dos antigos ranchos chamava-se Maria Adamastor, uma mulher. Com os primeiros concursos estes lugares começaram a ser melhor definidos; elas carregando os estandartes e eles cortejando-as com elegância e postura. O julgamento do Mestre Sala e Porta Bandeira passou a valer a partir de 1938, sendo considerado apenas a fantasia. A dança só começou a ser julgada em 1958 e o quesito Mestre Sala e Porta Bandeira é um dos principais elementos para a conquista do título da escola. Hoje existem escolas de Mestre Salas e Porta Bandeiras, os quais através de seus grandes mestres, buscam desenvolver talentos, mantendo viva a elegância do carnaval e o amor à escola simbolizado através de seu estandarte. Abaixo um vídeo destacando a importância deste aprendizado nos desfiles das escolas de samba onde vemos Mestre Delegado uma das maiores lendas carnavalescas na função de Mestre Sala do carnaval carioca, o qual possui 85 anos de Mangeira, desfilando 36 anos como Mestre Sala obtendo notas 10 consecutivas. por Fábio

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Gente que faz: A comunidade Samba da Vela



"Acenderam as velas o samba já vai começar"

Toda segunda feira na casa de Cultura Santo Amaro exatamente as 20:30 ocorre a reunião do Samba da Vela. Apadrinhado por Beth Carvalho, este trabalho é um exemplo de como os projetos começam a tomar força para o desenvolvimento da cultura, resgate e lançamento de novos compositores, sustentando e incentivando novas políticas de desenvolvimento cultural. Nestas segundas, muitos representantes de nossa MPB já passaram por lá; Seu Jorge, Diogo Nogueira, Quinteto Branco e Preto e a própria Bete Carvalho já estiveram presentes nas noites do projeto, que protegido e delimitado por uma vela cantam e exibem belas composições de famosos e anônimos, que envoltos por um público eclético e muita palma da mão dão o tom ao encontro.


Prova da influência do projeto foi a produção em 2005 de um disco com composições escolhidas pelos seus idealizadores. No vídeo acima Paquera (Jose Alfredo Gonçalves de Miranda), Chapinha (José Marilton da Cruz) e os irmãos Magnu Sousá (Magno de Oliveira Souza) e Maurílio de Oliveira ( Maurílio de Oliveira Souza), do Quinteto em Branco e Preto citam um pouco sobre o que é este processo que já dura a 9 anos e mesmo passando por dificuldades, continua forte e representa lindamente as vertentes do samba paulistano.por Crâ

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Uma cápsula medicinal diferente




Antes de entrar nesta vida de blogueiro um dos meus primeiros contatos com este apaixonante mundo "virtu-cultural" se deu com o blog Cápsula da Cultura. Confesso que nunca me preocupei em saber quem era o dono do mesmo, mas ontem ao tentar acessar algumas vezes o blog vi que o mesmo não estava diponível, e um sentimento de curiosidade me arrematou. Pesquisei então quem era o responsável pelo Cápsula e grande foi minha surpresa ao deparar com o jovem Rui da cidade de Ribeirão Preto, um publicitário de 22 anos, amante de boa musica e conhecedor das possibilidades que estas descobertas propiciam. As capsulas culturais deste garoto , expressam ao contrário do que muitos ainda defendem, que as possibilidades de propagação cultural não mais se restringem a um grupo de estudiosos catedráticos e muito menos aos formadores de senso comum aliados a determinados veículos do mercado cultural, que usando artifícios de direitos autorais (embora os considere justos) e necessidade de vendas sempre rotularam possibilidades de visões e compreensões mais amplas deste próprio mercado. Sitios virtuais como o Cápsula, além de conseguir democratizar um pouco mais a cultura e o resgate, possibilitaram também intercâmbios de tribos distintas, provando que o desenvolvimento e estímulo jamais deixarão de ser alcançados. Rui com certeza suas preciosas cápsulas já começaram a surtir efeito a muito tempo, pelo menos em mim. Abaixo um vídeo de uma entrevista ao SBT em janeiro de 2007. por Fabio
Alinhar ao centro

Agenda Teleco Teco Fim de Semana Recheado em Piracicaba, Campinas e São Paulo em 18 a 21/06


Clique nas imagens para mais detalhes..




Na quinta feira 18/06 no Teatro Municipal a Cia Filarmônica se apresenta com o musical Beatles a partir das 21:00 horas
No Sesc, Quinta Feira (18/06) tem Bala na agulha a partir das 20:00 horas com muito Rock dos anos 60 a 80, já na sexta 19/06 Rasgacerô e Artêro banda mineira que mistura música, dança, teatro e circo num cenário lúdico, além de músicas próprias e o autêntico forró nordestino estará se apresentando à partir das 20:00 horas.
No sábado no Estação Cultural no dia 20 de junho a Banda Vambora (Samba Rock)

Em campinas acontece a VI Feira Cultural Afro Mix com muito samba feito pela rapaziada da Vó Tiana, Comunidade Jongo Dito Ribeiro, Grupo Savuru e um aulão de Samba Rock com o Professor Moskito, o evento vai rolar das 10 as 20 horas e pelas pedidas vai ser muito legal.




No Bar Cruzeiro sexta dia 19 de junho tem Tony Azevedo comandando os festejos juninos com muito forró, baião, côco, ciranda e maracatu, já no sábado dia 20 de junho Alberto Guerreiro, Wagnão e Samuel Gustinelli apresentam grandes nomes da MPB
Em Sampa rola a Festa do Teatro com 119 peças de Teatro legais que vão rolar do dia 18 ao dia 29 de junho totalmente grátis (aproximadamente 34000 ingressos), para maiores informações acesse o site www.festadoteatro.com.br
Neste sábado 20/06 tem também a 14ª Festa Junina do Bar do João a partir das 18:00 horas

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O afropopbrasileiro de Margareth Menezes


"É difícil fazer Axé na Bahia" por Margareth Menezes

Torna-se uma tarefa fácil falar do potencial desta soteropolitana, retrato vivo de grande parte da história do carnaval bahiano. Margareth foi entre todas as famosas cantoras bahianas a musa que mais se destacou internacionalmente. Prova disto é seu currículo com mais de 14 turnês internacionais e 12 trabalhos lançados, alcançando além de destaques nos principais jornais do mundo (com capas no The New York Times, Le Monde, Washington Post, Players, Jornal do Brasil entre muitos outros) o título do jornal Los Angelis Times de a nova "Aretha Franklin Brasileira". Também teve considerado o disco "Elegipô" pela revista Rolling Stones na década de 90, como um dos cinco melhores discos do planeta na categoria World Music. Particularmente o que mais me chama a atenção na história desta mulher de personalidade, é o fato dela sempre destacar e tornar-se através de sua própria história de vida a porta voz brasileira no exterior da influência da mulher negra bahiana, destacando com muita versátilidade elementos intrísecos da cultura africana. Ao surgir no cenário musical dos anos 80 com seu timbre forte Margareth foi responsável também pela quebra de estigmas masculinizados nos blocos carnavalescos, onde imperava no início apenas a presença masculina nos carnavais.


Porém nem tudo são glórias, o sucesso que se deu no exterior não conseguiu romper as amarras impostas pelo mercado fonográfico brasileiro, que influênciado pelo popular Axé Music na época fez com que Margareth, mesmo dentro de toda singularidade que apaixonou muitos estrangeiros, chegasse a marca de sete anos sem uma gravadora. Conforme as palavras da mesma em 98 "Na época acabei me envolvendo com outros projetos, fazendo muitos shows. Não era o momento”, diz Maga, sem esconder a mágoa com a Warner, com quem chegou a negociar um segundo CD que, segundo ela, não foi aceito pela gravadora por “falta de espaço”. Convicta de que seu estilo não se encaixava em nenhum dos estilos impostos pela mídia, que só a caracterizava como pop, criou o que chamou de estilo afropopbrasileiro, em uma variada fusão de ritmos que consequentemente deram origem a um movimento organizado na bahia, com objetivos específicos e definidos, o qual todo ano conta com aliados como o Olodum, Yleaiê e Filhos de Gandhy, onde tem destaque a influência afro bahiana através da mistura do samba-reggae com um musical mais pop; onde as letras contam a história de lutas e direitos do povo negro, fato sempre destacado na carreira de Margareth Menezes. Margareth exerceu muita influência em talentos como Daniela Mercury e Ivete Sangalo. Abaixo um vídeo muito emocionado desta cantora destacando suas influências em um show em Salvador realizado para 11000 pessoas. Axé. por Fábio

Papo de Teleco Teco: Para você o disco Afropopbrasileiro de "Maga" Menezes - 2001


Margareth Menezes procura, em Maga, recuperar o tempo que perdeu - ou que lhe tomaram - quando Salvador começou a exportar axé para todo o país. E ela, precursora legítima do estilo (começou ainda na seara do samba-reggae), ficou num limbo, observando a música carnavalesca baiana ser cristalizada por Daniela Mercury e banalizada por tantos Tchans & clones quetais. O trampolim que a moça empregou neste ressurgimento foi a adesão de Carlinhos Brown, svengali do pop soteropolitano, que colocou a potente voz de Margareth no contexto de seu afropop. A parceria com Brown deve ter ajudado na recondução da cantora ao seio das grandes gravadoras (ela estava indie desde 1995). Em termos musicais, a produção do genro de Chico Buarque, junto a Alê Siqueira, busca um meio termo entre as invencionices alfagamabetizadas e o axé de acepção ampla. Talvez por cautela, pelo fato de estar há tanto tempo sem gravar, Margareth amansou um pouco sua conhecida contundência. Maga soa mais maduro e pop, mas também um tiquinho domesticado demais, límpido demais, meio aparentado às soluções ecléticas que Daniela Mercury e Ivete Sangalo - ambas participam do álbum, aliás - têm encontrado para modernizar o axé. Fundamentalmente, a cantora do potente samba-reggae Eleijibô ainda é a mesma. Só pisou no freio, visando um enquadramento mais pop e universal. E isso não chega a ser errado.Os novos caminhos que Margareth se impõe assumem várias nuances. Recorrendo à dita nova MPB, a cantora consegue bom caldo nas versões para Mãe de Leite e Lua Candeia. Essas, junto com a balada Preciso, compõem uma porção mais cool, contida, do disco. Uma faceta para a qual a produção econômica, sem exageros, de Brown parece cair muito bem. Mas o rei do Candial se dá melhor como compositor (dividindo Negro Doce, talvez a mais bela do disco, com Margareth) do que atrás da mesa de som. O tal afropop se manifesta aqui e ali, só que mais perigosamente perto do axé convencional do que da suposta revolução que estaria contida na proposta original. Assim, saltam aos ouvidos a boa (e irônica, talvez?) Moderninha, a sacolejante passagem por Do Mar, do Céu, do Campo, de Belchior, e, claro, o momento mais esperado do disco - Cai Dentro, dividida com Mercury e Sangalo. Do encontro entre as superstars baianas e a, aham, "prima pobre", sai um momento alegre, mas ao qual falta a faísca de outras eras. (por Marco Antonio Barbosa do site clique music uol), particularmente um dos principais papéis deste disco foi a salva guarda contra a "bundalização" que estava se dando através de alguns trabalhos de grupos de Axé, conforme foi sitado por Marco Antonio acima, mas esta é minha opinião, ouve aí e depois diz qual a sua opinião afinal Isto é Papo de Teleco Teco.

AFROPOPBRASILEIRO - 2001
1-Pelo mar lhe mando flor
(Margareth Meneszes)2-Preciso (Margareth Menezes)3-Desperta (Preconceito de cor) (Margareth Menezes)4-Mamãe querida (Humberto Maracanã)5-Do mar, do céu, do campo (Belchior)6-Nego doce (Carlinho Brown e Margareth Menezes)7-Dandalunda (Carlinhos Brown – Refrão de Domínio Público)8-Cai dentro (Baden Powell e Paulo César Pinheiro)9-Moderninha (Margareth Menezes)10-Mãe de leite (Zeca baleiro)11-Lua candeia (Paulo César Pinheiro e Lenine)

(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Ecos do Teleco Teco devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como
http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)

sábado, 13 de junho de 2009

O Quindim que virou samba



O que acontece quando dois monstros sagrados da música,Adelino Moreira e Lupicinio Rodrigues, se deparam tendo de compor uma música em pouco mais de meia hora de um tema que ambos desconheciam? Só poderia nascer dois sambas de sucesso é claro, profetizou Flávio Cavalcanti.
Os militares podiam mandar no Brasil durante os anos de chumbo, mas na TV quem ditava as regras era Flávio Cavalcanti, um apresentador franzino porém de porte napoleônico. Falo das décadas de 1960/70, quando a TV Tupi era a maior rede brasileira e Silvio Santos não passava de um empregado de Roberto Marinho.
“Isso deu samba” era um dos quadros do seu programa. Flávio levava ao palco um popular cuja tarefa se resumia a contar uma história pessoal. Inspirados na desventura do participante, dois compositores consagrados deveriam fazer um samba em poucos minutos. Ao final da composição, um intérprete o cantaria ali mesmo, ao vivo, e o júri escolheria a melhor canção.
Um senhor de cara engraça e voz idem conta sua história: “Seu Flávio, meu nome é Alcides, mas meu apelido é ‘Quindim de mulher’. Eu não sei por que toda mulher que olha pra mim se liga e gama. É loura, morena, é furta-cor… todas!”
Na disputa, os inacreditáveis Adelino Moreira e Lupicinio Rodrigues.
Flávio dá uma ordem. A competição começa. Adelino põe-se a cantar num tom claudicante. Emílio Santiago, logo atrás, galante como um astro Blaxploitation, observa atento. A cantora Cláudia Regina dá continuidade.
No júri, a jornalista Marisa Raja, de cabelos curtíssimos como Elis Regina, entre a névoa branca que escapa do cigarro do maestro Erlon Chaves, demonstra real interesse. Maysa, séria, de sobrancelhas finíssimas quase inexistentes, parece entediada. Fernando Lobo rói a unha e, súbito, quebra a munheca.
Entra Lupicínio Rodrigues, casaquinho de lã e óculos de armação preta como os de Jânio Quadros. Chega de mansinho, já fazendo sinal para diminuir o andamento da música. Não adianta. No primeiro verso, perde o fio da meada. Pára, retoma o fôlego e recomeça. Emílio Santiago, exibindo um sorriso tão alvo quanto a camisa que veste, aguarda sua vez de entrar. É ele quem defende a música feita por Lupicínio minutos antes. Abraçando o compositor, chega soltando o gogó.
O radialista Humberto Reis dá um trago profundo no cigarro, o resto do júri se encanta com a música e a platéia não se contém. Aplausos entusiasmados. Maysa, olhos semicerrados, observa séria com o cigarro ardendo entre as falanges. Fumar, como se nota, era elegante. Emílio continua a sua interpretação, cheio de ginga, do samba instantâneo. A câmera flagra Maysa esboçando um sorriso rápido, a diva parece ter se rendido à composição de Lupicínio. Mais aplausos.
Flávio Cavalcanti se antecipa: “Assim nasceram dois grandes sambas hoje”, e joga em seguida a decisão para os jurados.
Uma disputa finíssima. por EMILIANO MELLO site "O Samba é meu dom"

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Prata da casa - Toniquinho Batuqueiro



"Se você quer construir uma casa, coloque um tijolo por ano que no final da vida você terá uma casa pra morar" por Toniquinho Batuqueiro

Toniquinho Batuqueiro ainda menino foi morar na rua Apa, nos Campos Elíseos. Orfão de pai e mãe, foi parar em uma região que é um dos berços do samba de sotaque e jeito paulista. Circulou pela Barra Funda, deu seus pulos nas rodas de Tiririca no Largo da Banana e frequentou rodas de samba por todas as "quebradas do mundaréu", como dizia seu parceiro e amigo Plínio Marcos. Hoje, é um dos integrantes, da Embaixada do Samba, organização criada em 1995 para representar e divulgar a história do samba paulistano. Toniquinho disse em entrevista ao Site Uol Música que já em São Paulo, quando sobrava um dinheirinho, seu tio trazia o pessoal de Piracicaba para cantar um cururu na casa dele, rítimo forte e grave típico de nossa cidade. "Eram quatro cantando aqueles versos pesados, destratando o outro, dois contra dois. Quando dava meia-noite, eles iam comer frango, leitão, aquelas coisas, tudo amigo. Dava um tempinho e eles passavam a mão na viola e começava a ´carreira do divino`, aí só podia cantar pro santo. E o cururu comia até de manhã", lembrou Toniquinho. Em São Paulo, na década de 1940, Toniquinho se virava engraxando sapatos na praça da Sé. Mas, mesmo no "veneno", com dificuldade para levantar uns trocados, marcava presença no samba. No meio da rapaziada, tirava som das próprias caixas de engraxates até a polícia chegar e mandar parar tudo. Na São Paulo do tempo do bonde, conforme relatou Toniquinho Batuqueiro, não se podia andar com um tamborim na mão que o sujeito ia preso na hora. E a perseguição aos pobres e negros não se limitava ao porte "ilegal" de tamborim. A polícia não dava refresco. "Em São Paulo, preto de sapato branco, em dia de semana, tava em cana", lembra o embaixador.
No vídeo abaixo Osvaldinho da Cuíca canta e dança a tiririca uma "mistura de capoeira e samba de roda" muito frequentado por Toniquinho Batuqueiro em suas folgas da vida de engraxate ao lado de outros bambas como Geraldo Filme, Synval e Germano Mathias nos tempos idos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Papo de Teleco Teco: Quem nunca dançou ciranda? Para você os discos e o trabalho de luta e preservação da cirandeira Lia de Itamaracá.

"Esta ciranda quem me deu foi Lia que mora na ilha de Itamaracá" por Teca Calazans

Para Maria Correia do Nascimento, popularmente conhecida como Lia de Itamaracá a ciranda é um dom divino agraciado por Iemanjá. Através de um circulo pessoas giram, embaladas por cantigas suaves e melódicas, imitando no seu bailar movimentos semelhantes as ondas do mar em um oceano calmo. Porém a ciranda é uma dança que vai muito além das brincadeiras de criança. Alguns pesquisadores como Rosana Nevolpatto afirmam que sua origem é portuguesa, tendo maior influência e propagação no litoral norte Pernambuco e também em áreas do interior da Zona da Mata Norte deste Estado. Uma das características da ciranda é o seu lado comunitáio, onde despida de preconceitos quanto a cor, sexo, idade, condição social ou econômica dos participantes todos podem se embalar e dançar.
A maior representante desta dança em atividade é a cantora Lia de Itamaracá nascida em 1944, e que desde os 12 anos, luta pela sustentação deste patrimônio cultural de Pernambuco. Lia também executa trabalhos de preservação de ritmos como o coco e o maracatu, e faz além de shows na ilha, trabalhos de turismo e de merendeira como funcionária pública do estado. No ano de 1977 depois de sair em uma reportagem do Fantástico e também da gravação do primeiro disco "Rainha da Ciranda" ganhou notoriedade porém, por não se encaixar nos padrões impostos pela indústria cultural caiu no esquecimento por quase 20 anos, continuando a compôr e gravar inúmeras obras, registradas apenas em sua mente. No ano de 2000 lançou seu segundo disco "Eu sou Lia" o qual lhe propiciou maior reconhecimento no Brasil e também no exterior, fazendo com que participasse de diversos festivais nacionais e internacionais divulgando a beleza e a simplicidade deste movimento cultural pernambucano. Salve a Rainha de Itamaracá. Abaixo os discos que fizeram com que a ciranda pernambucana alcançasse o mundo. por Fábio
Isto é PAPO DE TELECO TECO


A Rainha da Ciranda - 1977
1- Quem me deu foi Lia / Moça namoradeira / Quero saber / Menina que vai à praia / Ô se balança
2- Ciranda do Geraldo / Vou dançar ciranda / Boa viagem
3- Ciranda nova / Baixa verde / Doutor Jorginho

4- Pai Baracho
5- Ciranda de Lia
6- Coco verde / Ciranda feiticeira
7- Minha ciranda / Moreno cirandeiro
8- Moreno dengoso / Menina linda / Pátio de São Pedro
9- Entrevista com Lia de Itamaracá e Oziris Diniz
Eu sou Lia - 2000
1. Eu Sou Lia/Minha Curanda/Preta Cirandeira
2. DR, Jorginho/Janína/Lá Em Goiás
3. Copacabana/Lia É Lia/Loura, Morenza E Mulata/Roberto Carlos
4. Discoteca de Pracinha/Se Balança/Boa Viagem/Verde Do Mar
5. Chamego de Lia/Ciranda Do Amor
6. Meu Cachorro Peri/Fui Pra Escola/Olã/Ajoelha, Ajoelha
7. Nagô, Nagô
8. Meus Cabelos Brancos
9. Ele Não Sabe O Que É O Amor/Mal de Amor
10. Eu Sou Lia (Ciranda de Lia)


Ciranda de ritmos - 200801-Dança do povo
02-Quem me deu foi Lia - Moça namoradeira
03-Maxixe da vizinha
04-Morena de Pernambuco
05-Côco limoeiro - Baralho
06-Mamãe Oxum
07-Verde mar de navegar
08-Ciranda feiticeira - Ciranda nova - Santa Teresa
09-Balança moreno cirandeiro
10-Coco meu barcou velou - o passarinho
11-Cirandando pela praia
12-Essa ciranda é minha
13-Recife
14-Moreno dengoso
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Ecos do Teleco Teco devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)

Agenda Teleco: Programação para todos os gostos neste fim de semana (11/06)



Fim de semana gelado e com chuva sugere lugares quentes e este fim de semana Piracicaba vai estar com ótimas opções:

No Estação Cultural na sexta feira 12/06 dia dos namorados tem samba com Quilombola e no sábado (13/06) a rapaziada do Samba Nega manda um Samba Rock para la de swingado.

Já no Bar Cruzeiro esquentando o dia dos namorados com muita MPB terá Leo França e Godoy e no dia 15/06 (Segunda-Feira) à partir das 19:30 horas ocorre o lançamento do projeto "Como estão as artes na cidade atualmente" com entrada franca.

Nesta quinta (11/06) no Sesc, aproveitando o clima de festa junina as 15:00 horas a banda Meketréfe manda o melhor forró pé de Serra com entrada franca e na sexta à partir das 20:00 horas no Projeto Sexta Especial rola um show com Encantoria, grupo que mistura ritmos com muita viola e batuque a varios estilos da música brasileira


Nesta sexta na Subsede da Gaviões da Fiel também rola o tradicional samba em Preto e Branco a partir das 18:30 uma otima pedida também

E para encerram no teatro Municipal de Piracicaba acontece o 3º Encontro de Corais de Piracicaba (Enacopi) evento muito legal do dia 10 ao dia 14/06

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mais um comercial do cotidiano do samba

Um comercial muito maneiro feito pela agência AlmapBBDO para as Havaianas, com Marcos Palmeira e participação do grupo Samba na Veia, interpretanto a música Tristeza de Niltinho e Haroldo Lobo, uma excelente sacada.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Agenda Teleco Teco para este fim de semana (05/06): Lançamentos e lançamentos neste fim de semana em Pira meu povo


Para quem esta de bobeira em busca de bons Teleco Tecos para dar uma calibrada depois do corre corre da semana veja ai o que vai rolar em Piracicaba S. P. neste fim de semana : Na sexta feira (05/06) muita coisa na noite de Pira:No bar Estação Cultural à partir das 22:00 hrs rola o lançamento do DVD do conterrâneo Juca Ferreira onde as primeiras 100 pessoas vão ganhar de quebra um disco autografado pelo músico; também no mesmo dia no bar Cruzeiro à partir das 21:00 hrs rola Márcio Caldas trazendo uma MPB diretamente de São Paulo que promete esquentar e agitar a noite com muita música da boa. No sábado os Teleco Tecos começam cedo, a partir das 14:00 tem o lançamento do Projeto Clube do Samba de Piracicaba no antigo bar Casa Velha (Rua do Porto) com o melhor da Velha Guarda do samba piracicabano representado por um dos primeiros grupos de pagode de nossa Piracicaba, garantia de momentos recheados a muitas participações especiais. A noite veja que fórmula perfeita, misture uma voz linda, bom humor e simpatia, já descobriu né? Isto aí Sandra Rodrigues interpretando o melhor do samba e da MPB no Bar Cruzeiro a partir das 21:00 e no Estação Cultural Chris Lemos e Rádio Bamba mandam um Samba rock swingado. No domingo para preparar o espírito e encarar a segunda, de barriga cheia e depois de uma boa MPB, deêm uma passadinha no Bar do João na rua Moraes Barros, bem pertinho da delegacia do centro. Porém se o seu negócio é um sosseguinho em casa, na TV Cultura rola o programa Mosaico as 20:30 com um tributo a ninguém menos do Dorival Caymmi. por Fabio
Então Se liga:

O programa Mosaicos faz um tributo ao homem do mar, o cantor dos pescadores, Dorival Caymmi, que em 60 anos de carreira gravou cerca de 20 discos e se firmou como o cantor da paisagem baiana. Suas composições consagraram nada mais nada menos que Carmen Miranda, que fez sucesso com “O Que é Que a Baiana Tem”, no filme Banana da Terra. O documentário musical revê toda essa trajetória com imagens do compositor nos programas Especial TV Tupi, de 1979; MPB Especial, em 1972; Heineken Concerts, 1996; entre outros. Esta edição apresenta ainda depoimentos da cantora, letrista e produtora carioca Olivia Hime, da cantora Jussara Silveira e de Stella Caymmi, filha do músico, além de apresentações inéditas de LadodaLua, cantando Eu Não Tenho Onde Morar; Céu, que interpreta O Dengo que a Nega Tem; e Aloísio Menezes, com Nem Eu e Afoxé. Os filhos de Caymmi – Nana, Dori e Danilo – também entram na homenagem com a música Dora. Nana emenda em Acalanto e Dori em Você já foi à Bahia.

Prata de Casa - O sambista Juca Ferreira



No próximo dia 05/06 o sambista Juca Ferreira, prata da casa estará lançando seu primeiro trabalho no Bar Estação Cultural de Piracicaba. Embora novo na idade, Ferreira trabalha em prol do samba através de projetos e rodas de samba a mais de 10 anos, fato que além de lhe dar experiência no mundo sambistico lhe rendeu contatos com valiosos sambistas nas quebradas deste mundaréu. Neste primeiro album Ferreira faz um passeio do samba de terreiro aos sambas dolentes produzido pelo historiador paulista T. Kaçula e co-produzido pelo próprio Ferreira. Vale destacar que Força da Fé, além de composições e participação de Délcio Carvalho também conta com um time de valiosíssimo músicos e compositores de nossa querida Piracicaba (Alessandro Penezzi, Andre Romani, Tadeu, Xande, Seginho Gibi entre outros) estão nele, fato que além de dar tom de regionalidade a proposta espelha o potencial musical da cidade. No vídeo abaixo você pode conferir o músico no projeto "Estação do Samba" no parque da rua do porto de nossa cidade com um time de valiosos jovens talentos. E em breve você podera conferir o disco Força da Fé na rádio Teleco Teco aqui mesmo em nosso blog, agora é aguardar.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Papo de Teleco Teco - Para vocês o importantíssimo disco I Bienal do Samba





Uma das marcas dos anos 60 foi a inovação trazida pelos meios televisivos. Após o I Festival de Música Popular Brasileira realizado pela TV Excelsior que recebeu fortes críticas de sambistas, críticos de música , principalmente do Rio de Janeiro, que afirmaram que o samba não teve presença marcante neste festival; os produtores da antiga TV Record resolveram realizar a I Bienal do Samba. Incentivado pelo programa Bossaudade conduzido por Ciro Monteiro e Elizete Cardoso, que tinha como pano de fundo o samba autêntico, a rede apostando neste modelo criou a I Bienal do Samba. Como regra as músicas deveriam ser inéditas e o formato do programa lembrou em muito os festivais de musica popular televisivos atuais. Um dos fatos marcantes deste festival, segundo comentários de Solano Ribeiro (Livro A história dos Grandes Festivais) foi que a I Bienal do Samba ressaltou o período em que o samba começou a perder poder competitivo frente aos novos ritmos, como iê iê iê e a própria bossa nova, que ganhavam grande notoriedade neste período. No vídeo abaixo já podemos perceber isto na própria música de Baden e Paulo Cesar que venceu o festival; onde formas mais dinâmicas de arranjos nos sambas vencedores espelham a diferença que começa a surgir tanto no universo sambistico quanto na própria música brasileira.

A I Bienal do samba foi um veículo excencial para o surgimento de novos ícones musicais, servindo além de painel de transformação da própria música brasileira na época, conforme citado acima, também como uma espécie de veículo integrador de músicos novatos à músicos de maior visibilidade. A I Bienal do Samba foi um dos festivais mais importantes da história de nossa música popular onde, entre os tantos fatos que a compuseram, quero destacar a presença e lançamento marcante do grupo Originais do Samba, que alimentou e cativou com seu ritmo e alegria a música vencedora Lapinha interpretada por Elis Regina. Também a integração de cantores de MPB e sambistas da Velha Guarda se fez muito forte. Todas as noites após o festival estes medalhões embalados e conduzidos por Aracy de Almeida nas madrugadas paulistanas criaram várias parcerias inenarráveis temperadas a muita cachaça e boemia. Participaram deste festival Ismael Silva, Pixinguinha, Walfrido Silva, Wilson Batista, Cartola, Pedro Caetano, Claudionor Cruz, Germano Mathias, Jorge Veiga, Isaura Garcia, Nora Ney, Jorge Goulart, Demônios da Garoa, Adoniran Barbosa, Helena de Lima, Miltinho, Ciro Monteiro, Ataulfo Alves dentre outros que dividiram democraticamente seus espaços com Chico Buarque, Elis Regina, Jair Rodrigues, MPB 4, Márcia, Maríla Medalha, Milton Nascimento, Edu Lobo, Baden Powell, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Marcus e Paulo Sérgio Valle, Sidney Miller e mais alguns jovens talentos durante a realização das três eliminatórias realizadas respectivamente nos dias 11, 18 e 25 de maio. Clique aqui para baixar o album I Biental do Samba afinal isto é Papo de Teleco Teco. por Fábio


01 - (1) Lapinha (Baden Powell / Paulo César Pinheiro) - Elis Regina
02 - Quem Dera (Sidney Miller) - MPB-4
03 - Luandaluar (Sergio Ricardo) - Marília Medalha
04 - Marina (Sinval Silva) - Paulo Marques
05 - (6) Coisas do Mundo Minha Nêga (Paulinho da Viola) - Jair Rodrigues
06 - Protesto Meu Amor (Pixinguinha / Hermínio Bello de Carvalho) - Arlete Maria
07 - (4) Canto Chorado (Billy Blanco) - Jair Rodrigues
08 - (2) Bom Tempo (Chico Buarque) - Claudette Soares
09 - (5) Tive Sim (Cartola) - Paulo Marques
10 - (3) Pressentimento (Élton Medeiros / Hermínio Bello de Carvalho) - Marília Medalha
11 - Quando a Polícia Chegar (João da Bahiana) - José Ventura
12 - Rainha Porta-bandeira (Edu Lobo / Ruy Guerra) - Edu Lobo / Márcia


(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como
http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)
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