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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Férias: O Ecos vai tirar uns dias mas em 17/08 já estou de volta

É isto ai meu povo, como um bom filho de Deus vou dar uns dias de férias para mim, para o Ecos e para vocês (kkk) ... mas a partir do dia 17/08 força total, com muitas histórias e estórias destes Teleco Tecos que movimentam além a cultura e nossas próprias vidas. Apreciem sempre a música e suas varições culturais com crítica porém sem preconceito, até breve. por Fábio

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Papo de Teleco Teco: Homenageado de julho - João Nogueira e um pouco de sua história

O Ecos este mês homenagea João Nogueira que sempre ressaltou e exaltou em seus discursos "as coisas simples da gente", algo tão procurado hoje por uma grande maioria mas que as vezes causa a impressão de estar mais e mais difícil de ser encontrado. João conseguiu perpetuar através do Clube do Samba o resgate de compositores que em função de outros ritmos que começavam a dominar o mercado musical e cultural encontraram-se esquecidos. O clube do samba conseguiu através de seu diálogo particular aproximar sambistas divulgadores de expressões de cotidiano ao público que passou mais e mais a frequentar este local, que pode ser considerado como o próprio João sempre ressaltava "um movimento de resistência cultural".

Inciado em sua casa, como um ponto para discussão e manteneção do samba de caráter tradicional, através destes encontros com vários intérpretes e compositores do meio, João , este
típico carioca da gema, amante do futebol, sambista, e defensor das "coisas simples da gente" manteve durante o período de existênica do clube do samba esta proposta sempre presente. Abaixo além do vídeo você pode conferir links de blogs onde estão disponíveis algumas discografias de João Nogueira, afinal isto é Papo de Teleco Teco. por Fabio
Discografia João Nogueira pelo blog JÚNIOR DO SAMBA
Discografia João Nogueira pelo blog
UM QUE TENHA
Discografia Jõao Nogueira pelo blog COISAS E AFINS
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade do Ecos do Teleco Teco devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como
http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

15 anos sem Mussum

Hoje fazem 15 anos que Mussum da Mangueira deixou nosso plano para encher o céu com mais alegria. O Ecos já postou no Papo de Teleco Teco reportagem sobre a importânica deste persnonagem, quer ver? Então da uma clicadinha aqui.

terça-feira, 28 de julho de 2009

E nossa enquete esta chegando ao fim mas ainda dá tempo de votar

E nossa enquete esta quase chegando ao fim, mas ainda da tempo de votar. Para ajudar alguns importantes trabalhos destas divas do samba brasileiro:

Alcione




Beth Carvalho




Clara Nunes


Nesta quarta 29/07 as 22:10 na TV Cultura



Nesta edição do Móbile o apresentador Fernando Faro recebe o músico Toquinho, que fala do time de futebol que fundou ao lado de amigos, o Namorados da Noite, e toca o hino do clube. Na mesma edição, o violeiro Paulo Freire fala de sua obra, o livro/CD Nuá; o fotógrafo Sebastião Salgado, direto de Paris, dá uma entrevista e fala de seu trabalho nas zonas de guerra; e a ex-moradora de rua Esmeralda Ortiz conta como deu a volta por cima e virou jornalista, escritora e cantora. A atração também traz a jornalista e atual subprefeita da Lapa, Soninha Francine, que comenta sobre a infância, os pais, as filhas e religião; Zé do Caixão, que conta da trilogia de seus filmes e dos atores com os quais mais gostou de trabalhar; e Heloisa Faissol, ex-socialite, que relata como virou funkeira e comenta suas composições. Para fechar, um trecho de Êxtase, de 1933, primeiro filme a exibir cenas de nudez.

domingo, 26 de julho de 2009

O samba de roda por Mestre Zequinha


Mestre Zequinha do Grupo Raízes de Angola residente em nossa querida cidade de Piracicaba fala um pouco sobre o samba de roda do Recôncavo Bahiano. O samba de roda é carregado de muito respeito, sendo tradicionalmente afro-brasileiro. Visivelmente ele esta associado a uma dança com traços característicos da capoeira e do maculelê, com muitos instrumentos percursivos, chulas e cantos tradicionalmente afros. Um dos mais tradicionais sambas de roda do Brasil é o Samba de Roda do Recôncavo Bahiano. Mestre Zequinha sempre comenta que esta dança, sem sombra de dúvidas, é uma das manifestações artísticas de aparição mais constantes na trajetória da humanidade. Metre Zequinha também comentou que o samba de roda é a "forma de culto, atenuante do cansaço daqueles que mourejaram sol a sol, um meio de sedução, opção de lazer, em verdade não importa, o importante é que cada uma dessas manifestações traz em si informações preciosas sobre a identidade cultural do povo que a concebeu". Com esta preocupação encontramos hoje pessoas que preservam estes registros tão sutis de nossas raízes, seja através do estudo teórico ou de sua prática constante. "Eu, Mestre Zequinha tento, através de minhas pesquisas ou da prática da Capoeira Angola e do Samba de Roda, contribuir para a preservação dessas duas importantes manifestações da cultura brasileira". O samba de roda tem como berço a cidade de São Gonçalo mas encontra raízes fortíssimas em outros locais do Recôncavo Baiano, principalmente em Santo Amaro e Cachoeira.
A história do Samba de roda começa a muitos anos atrás, quando os negros eram capturados e trazidos para o Brasil. Na condição de escravos, traziam junto com eles os ritmos e a musicalidade. Hoje, o Samba de roda é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Uma de suas características é que os seus componentes nunca podem tirar os pés do chão, devem sambar saltitando e nunca sambar para trás. Deve haver muito respeito entre os brincantes, as vestimentas, as improvisações e brincadeiras são livres, dependendo da criatividade de cada um. Os instrumentos para se fazer um bom samba variam muito de região para região, mas geralmente se usa pandeiro, viola, berimbau, pedregulhos, agogô, palmas de madeira e palmas de mão. As letras do canto quase sempre carregam maliciosamente um duplo sentido, os versos são curtos e respondidos por todos da roda. Todos que praticam ou estudam esta arte contribuem para a preservação da cultura brasileira. por Fabio e
Mestre Zequinha "Grupo Raízes de Angola"

No vídeo abaixo duas manifestações folclóricas: A primeira dos moradores de Acupe, em uma festa tradicional que representa a libertação dos escravos intitulado de Nego Fugido , e no segundo momento a apresentação de Samba de Roda Tradicional de um grupo São Gonçalo, um vídeo muito rico por seus detalhes.


sábado, 25 de julho de 2009

Prata da casa: Zazá Brasileira




"Confesso me assustei, confesso rezei, confesso não acreditei e chorei mas como eu chorei.." por Fábio


Figura irreverente, sambista e presença constante nos projetos "da vida" ela viverá eternamente no coração de todas as pessoas que encantou e cantou.Em sua vida Zazá trabalhou como vendedora de cachorro-quente, cozinheira de creche e vendedora autônoma, voltou a estudar e formou-se em técnica em nutrição e dietética, trabalhando na Bioagri até seu falecimento.A carreira musical foi descoberta numa brincadeira de videokê, começando sua vida artísitica como cantora no grupo “Na Palma da Mão” e depois montando o grupo Zazá & Banda formado pelo seu filho Rafael no violão, Bida na bateria e Cristina Andrade no baixo com um repertório composto por mais de 500 canções.No dia 27 de janeiro de 2008 a Prefeitura de Piracicaba entregou em sua homenagem o Centro Cultural Mário Dedini - Zazá dedicado a atividades sócio culturais.Também foi lançado no ano de 2008 um DVD intitulado "Zazá Brasileira" de um show realizado em maio de 2007 no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto” o qual o destino impossibilitou Zazá de presenciá-lo completo.Abaixo uma das canções que eternizaram Zaza musicalmente em Piracicaba e em nossos corações, realmente Não deixe o samba morrer, saudades. por Fabio



Não deixe o samba morrer
Composição: Edson/Aloísio
Quando eu não puder pisar
Mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar

Eu vou ficar
No meio do povo espiando
Minha escola perdendo ou ganhando
Mais um carnaval

Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final

Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De samba pra gente sambar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Batuque na cozinha seu livro de receitas: As histórias e estórias da nossa tradicional caipirinha


Várias são as histórias sobre a origem da caipirnha brasileira. Até o pré-modernista Monteiro Lobato em seu primeiro livro, Urupês, fala das "caipirinhas rosáceas" do poeta Fagundes Varela. A caipinha e uma bebida fieta da batida de limão que evoluiu-se para o limão com casca em rodelas ou pedaços. A tecnologia ajudou e com o gelo à vontade, ela também tornou-se mais refrescante. Mas quando é que o nome de caipirinha foi usado pela primeira vez para rotular o drinque ? Caipira era o termo paulista que designava a "habitante do campo" segundo o Dicionário de Vocábulos Brasileiros de 1889 e mesmo a origem desta palavra é obscura. Aparentemente originou-se do Tupi de "caipora" ou "curupira". Caipora ou em uma tradução literal do Tupi por significa "habitador do mato". Curupira é um ente fantástico, um demônio que vagueia errante pelo mato. Talvez alguém tenha abusado da bebida e valorizando a mitologia nacional viu "curupirinhas" à sua volta ao invés dos tradicionais elefantes-rosa dos desenhos animados. Mas isso tudo é especulação. Certo é que a caipirinha é hoje um drinque conhecido internacionalmente e incorporado ao nosso rico folclore. O "The Dictionary of Drink" da Tiger Books dá a receita da caipirinha como é conhecida no mundo: Uma dose de cachaça, um limão e açúcar à gosto. Corta-se o limão em pequenos pedaços, coloca-se o açúcar e se amassa. Serve-se em um copo padrão, enche-se de gelo e finalmente adiciona-se a cachaça. Deve ser servido com uma colher. Esta receita é a nossa legítima caipirinha com a pequena difereça que aqui no Brasil usa-se ao invés da colher um palito de madeira. A caipirinha é um drinque refrescante e tipicamente tropical representando com louvor o Brasil no mundo. Infelizmente a originalidade da nossa caipirinha é ameaçada pelo rum, primo da cachaça pois é também fabricado a partir da destilação da cana de açúcar. O rum branco, destilado do mosto de cana fermentado sai do alambique com mais de 80% de teor alcoólico tendo seu teor alcoólico diluído para cerca de 40%.


A matéria prima é parecida mas o processo gera um produto diferente. Esta semelhança faz com que diversos dicionários e artigos na imprensa mundo afora ignorem a cachaça por achá-la semelhante ao rum. Nós brasileiros temos parte da culpa pois por vezes chamamos fazemos caipirinha com vodka ou heresia das heresias com o concorrente rum. Se você gosta de álcool de batata, imagine-se no norte da Europa e peça sua caipirovska, ou então imagine-se no Caribe e peça uma caipiríssima com rum e seu álcool diluído. O nome caipirinha é exclusivo para o drinque elaborado com cachaça e fim de papo. Claro que em honra a nossa grande variedade de frutas pode-se usar lima-da-pérsia, morango, e uva, mas sempre com cachaça. E finalmente ao tomar sua caipirinha saiba que você está com séculos de história em seu copo, uma historia de valorização do produto nacional, algo que para nós brasileiros é sempre necessário. Fonte: (*) Sidney Simóes é carioca, mora em Curitiba e gosta de história e de estórias.
Receita de uma boa caipirinha
1 limão
5 colheres de açúcar refinado
Cachaça
Gelo à vontade.
Modo de preparo:
Os ingredientes são os tradicionais. O preparo é que a diferencia.Após lavar o limão, descasca-se parcialmente o mesmo(algumas pessoas não gostam do sabor do sumo da casca do limão). Corta-se o limão em duas metades, removendo de cada uma delas a parte central(branca) do bagaço. Isso evita que a bebida se torne amarga. apesar que nunca dá tempo para isso. Após os procedimentos usuais usam-se dois copos iguais, bem colados entre si para efetuar a mistura, como se fosse uma coqueteleira.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Papo de Teleco Teco: Nara Leão e Elis Regina mostrando suas formas de fazer samba



A bossa nova também bebeu do samba; Nara Leão e Elis Regina fizeram trabalhos onde esta temática se fez presente. Elis em seu album Samba eu canto assim de 1965 apropriou-se de um repetório voltado a roupagem da bossa nova com obras de músicos como Caymmi, Baden Powell e Edu Lobo, enquanto Nara Leão que estava passando por um processo de redescoberta das culturas de compositores mais populares, residentes e participantes do famoso circulo do samba de morro, bebendo da fonte do samba tradicional , com composições de Noca da Portela, Paulinho da Viola, Luis Carlos da Vila, Hermínio B de Carvalho entre outros, fez uma coletânea destas no album Meu samba encabulado de 1983. Apesar das distâncias entre as duas obras musicais, tais discos retratam as diferenças conceituais que começaram a se formar no próprio jeito, não só no sentido de se pensar sambas , mas também quanto as modificações existentes dentro da história cultural da musica brasileira. Elis Regina e Nara Leão mostrando suas formas de fazer um samba, confere ai afinal Isto é Papo de Teleco Teco. por Fábio
01 - Reza (Ruy Guerra - Edu Lobo)
02 - Menino Das Laranjas (Théo de Barros)03 - Por Um Amor Maior (Ruy Guerra - Francis Hime)04 - João Valentão (Dorival Caymmi)05 - Maria Do Maranhão (Nelson L. e Barros - Carlos Lyra)
06 - Resolucão
(Lula Freire - Edu Lobo)07 - Sou Sem Paz (Adylson Godoy)08 - Consolação - Berimbau - Tem Dó (Baden Powell - Vinicius de Moraes)09 - Aleluia (Ruy Guerra - Edu Lobo)10 - Eternidade (Adylson Godoy - Luiz Chaves)11 - Preciso Aprender A Ser Só (Paulo Sergio Valle - Marcos Valle)12 - Último Canto (Ruy Guerra - Francis Hime)

01 - Meu Cantar (Noca da Portela / Joel Menezes)
02 - 14 Anos (Paulinho da Viola)
03 - Relembrando (Luis Carlos da Vila)
04 - De Mal Pra Pior (Pixinguinha / Hermínio Bello de Carvalho)
05 - Há Música no Ar (Dona Ivone Lara / Delcio Carvalho)
06 - Eu e a Brisa (Johnny Alf)
07 - Como Será o Ano 2000 (Padeirinho)
08 - Isso É Brasil (José Maria de Abreu / Luis Peixoto)
09 - Fundo Azul (Nelson Sargento)
10 - Firuliu (Teca Calazans)
11 - Brasileirinho (João Pernambuco / José Leal)
12 - Quando a Saudade Apertar (Jaime Florence "Meira" / Leonel Azevedo)
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Ecos do Teleco Teco devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)

Agenda do Ecos de 23 a 26/07 - Teatro, Shows, Musica e claro muito samba


Clique nas fotos para maiores informações

E já começa na sexta dia 24/07 com a famosa Seresta Piracicabana a partir das 21:00 horas no parque da Rua do Porto de Piracicaba, comidas típicas e os cantores seresteiros prometem animar a noite especias

Já no Estação Cultural na sexta (24/07) tem samba com Quilombola e no sábado (25/07) Finos da Bola chega com o melhor Samba-Rock-Soul para você.

Mas se o papo for teatro duas peças movimentam a cidade no fim de semana, no Sesi Industrial será apresentado a peça Romeu e Julieta com entrada franca a partir das 20:00 horas e no Teatro da Unimep Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado apresentam a peça Doce de Leite com direção de ninguém menos que Marília Pêra.



No Sesc de Piracicaba nesta quinta-feira Fellin Bad Blues manda o melhor do Blues com obras de Albert Collins, Robert Jonhson, B.B King, Robert Cray, Eric Clapton, Vaughan e outros e no Domingo também no Sesc o grupo Choro de Prima com uma multiplicidade de timbres e ritmos, os choros de compositores como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Zequinha de Abreu, Ernesto Nazareth, Astor Piazzolla, Villa-Lobos ganham interpretações dinâmicas e repletas de criatividade.

Para quem gosta de festas típicas dos dias 23 a 26/07 acontece a tradicional Festa da Polenta no Bairro Santa Olímpia (Piracicaba-S.P), danças típicas e o famoso vinho de laranja prometem esquentar o evento.

No bar Cruzeiro de Piracicaba(localizado na Rua Moraes Barros entre as ruas São João e Santa Cruz) na sexta tem Susana Pedroso e Marcelo Vidal apresentam clássicos da Musica Latina e da MPB e o sábado será de relançamentos com o grupo Marias e Clarices se apresentando com muita MPB e Choros.

Na Casa São Jorge em campinas fim de semana recheado a muito samba e bossa nova, olha só o time na sexta tem Marquinho Dikuã (samba), no sábado Rodrigo Del Arc (Bossa Jazz) e no domingo ninguém menos que Tantinho da Mangueira representando o melhor do samba carioca.


Em São Paulo de 23 a 26/07 no Sesc Santana um verdadeiro resgate do samba Paulistano com a Embaixada do Samba paulistano. Já está bom para o fim de semana não?


terça-feira, 21 de julho de 2009

Resgate ao samba e as raízes musicais paulistanas

Nesta semana acontece o lançamento de um trabalho maravilhoso: uma série de doze CDs da coleção Memória do Samba Paulista. Serão lançados esta semana os primeiros quatro, que chegam ao mercado pela associação das entidades culturais Kolombolo Kolombolo e Sambatá, distribuído pela Tratore e com produção dos músicos T. Kaçula e Renato Dias.

Sambatá é uma entidade sem fins lucrativos que tem como propósito preservar e difundir a ascendência africana como fator determinante no universo da cultura brasileira. É dirigida pelo músico Guga Stroeter e pela produtora Gisela Moreau. Kolombolo visa divulgar o samba paulista como uma das identidades do seu povo e, para isso, desenvolve atividades culturais e educativas que têm como centro a arte e a conquista da cidadania. É liderado pelo músico Renato Dias, a produtora Lígia Fernandes e o historiador Max Fraoendorf. Os próximos lançamentos são os discos da Velha Guarda da Vai-Vai, da Nenê de Vila Matilde, da Rosas de Ouro e da Vila Maria e também dos compositores Ideval e Zelão.

Abaixo um pouco sobre cada CD:

Embaixada do Samba Paulistano – Fundada em 1995, na sede da União das Escolas de Samba Paulistanas, numa iniciativa de Mestre Gabi, Toniquinho Batuqueiro, Hélio Bagunça, Paulão da Lapa e Fernando Penteado, para preservar aspectos do carnaval paulistano. Entre outras atividades, a Embaixada é responsável por indicar e avaliar os possíveis candidatos a Cidadão e Cidadã do samba de São Paulo, um concurso anual que acontece desde os anos 70. Hoje tem mais de 20 integrantes de diferentes Velhas Guardas de São Paulo.No repertório do CD, O Samba através dos Tempos – Biografia do samba (Talismã e Tabu), Meu sabiá (Mestre Feijoada), Cabaré (Ideval e Zelão), Avanço da tecnologia (Paulão da Lapa e Wilson Passarinho) e um pot-pourri com uma série de sambas de bumbo, uma das raízes do samba paulista.

Velha Guarda Unidos do Peruche - A zona norte de São Paulo concentra grande número de agremiações carnavalescas, mas nem sempre foi assim. Na década de 40, lembra Carlos Alberto Caetano, o Carlão do Peruche, fundador da escola, havia apenas uma escola de samba no Parque Peruche, a Ritmos do Morro. Moradores da Casa Verde, Limão e Parque Peruche, se quisessem participar das grandes festas e desfiles, precisavam sair do bairro para ir até as escolas Lavapés, Garotos do Itaim e Campos Elíseos, por exemplo.Carlão participava ativamente da Lavapés até desentender-se com a diretoria da escola e fundar, em 1955, a sua Unidos do Peruche. No CD, intérpretes se revezam para mostrar obras e relembrar os baluartes que fizeram história nessa comunidade, dentre eles, Geraldo Filme (Tradição e Festas de Pirapora), Carlão do Peruche (Repicar dos Tamborins), Geraldo Filme e Narciso Lobo (Avante Mocidade) e Fernando ‘Cabelo’ (Argumento).

Tias Baianas Paulistas - O grupo foi idealizado por Valter Cardoso, o Valtinho das Baianas, entre 1994 e 1995, com integrantes das escola Nenê de Vila Matilde, Camisa Verde e Branco e Vai Vai, com o objetivo de valorizar a história e o papel das baianas nos desfiles e no dia-a-dia das agremiações.Ao mesmo tempo, Valtinho possibilitou ao grupo ter um espaço para desenvolver atividades à parte das escolas, onde as Tias Baianas pudessem mostrar suas habilidades pessoais, aprender mais sobre suas funções no carnaval, discutir as condições de desfile, promover apresentações como um grupo vocal e um símbolo do samba. No repertório, Samba sem sambista (Thiago Barroca), Marinheiro Só (Caetano Veloso) e Bumbo de Pirapora (T. Kaçula e Renato Dias).

Toniquinho Batuqueiro (Tem no Ecos)– Nascido Antônio Messias de Campos, em 1929, em Piracicaba (SP), foi lá que ganhou o nome artístico e também aprendeu com tambuzeiros e curuzeiros sobre batucada, ginga e verso. Aos 10 anos, veio morar na zona norte de São Paulo (Parque Peruche), onde, mais tarde, conheceu outros sambistas e passou a circular em rodas de samba e de tiririra, principalmente no centro da cidade, onde trabalhava como engraxate.Sua originalidade e a de seus contemporâneos, como Geraldo Filme e Zeca da Casa Verde, foi reconhecida pelo escritor e dramaturgo Plínio Marcos, que os convidou para fazer a trilha sonora dos espetáculos Balbina de Iansã (1970) e Plínio Marcos em Prosa e Samba – Nas Quebradas do Mundaréu, lançados em LP posteriormente. Além de seu samba com forte influência da música rural, Toniquinho obteve sucesso como compositor de sambas de quadra e de enredo. Fez história na Rosas de Ouro, Unidos do Peruche e Unidos de Vila Maria. A vivência com o samba paulistano, mesclada ao sotaque rural de sua música, compõem o repertório deste seu primeiro disco solo, que tem músicas próprias como Marra no mourão, Ditado antigo, Pé de serra, A pontinha, Sá dona (esta em parceria com Geraldo Filme). Notem a barbaridade: um compositor do naipe de Seu Toniquinho Batuqueiro, aos oitenta anos, não ter um CD solo... felizmente isso mudou. Parabéns a todos os responsáveis por esse belíssimo projeto. escrito por Samba Choro

segunda-feira, 20 de julho de 2009

20 de julho dia do amigo...


Amizade é para quem tem.....




A Amizade
Fundo de Quintal
Composição: Djama Falcão / Bicudo / Cleber Augusto
Amigo, hoje a minha inspiração
Se ligou em você
E em forma de samba
Mandou lhe dizer
Tâo outro argumento
Qual nesse nomento
Me faz penetrar
Por toda nossa amizade
Esclarescendo a verdade
Sem medo de agir
Em nossa intimidade
Você vai me ouvir
Foi bem cedo na vida que eu procurei
Encontrar novos rumos num mundo melhor
Com você fique certo que jamais falhei
Pois ganhei muita força tornando maior
A amizade...
Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade...
Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir
Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo
Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo

domingo, 19 de julho de 2009

Paulinho da Viola e da Mangueira!! Da mangueira???



Dizem que quando o samba bate, você não sente dor, ainda mais quando se trata de um dos maiores compositores de nosso samba e da música popular brasileira, ninguém menos que Paulo César Batista Faria, nosso Paulinho da Viola. No ano de 1967 A Verde e Rosa seduziu o Presidente da Ala de Compositores da Portela, o qual musicou a belissima poesia de Hermínio Bello de Carvalho, inspirada na paródia de uma música anterior de Enéas Brittes da Silava e Aloísio Augusto da Costa a qual recebeu o nome de "Sei lá Mangueira". João Máximo no perfil que escreveu de Paulinho da Viola para a coleção Perfis do Rio narra o fato: "Certa tarde, indo ao apartamento de Hermínio Bello de Carvalho, viu sobre a mesa uma letra que o parceiro pensava em usar num show, tão logo fosse musicada. Paulinho da Viola pediu para tentar trabalhar uma melodia em cima daqueles versos. (...) Enfim, uma declaração de amor de Hermínio à Estação Primeira, sua escola. Paulinho da Viola musicou-a, e bem, gravando-a num fita que passou ao parceiro. Ficou surpreso – e, mais do que isso, preocupado – quando soube que Hermínio não usaria num show, mas naquele festival em que Elza Soares defendeu-a bravamente. Tinha só um pensamento: “O que vai dizer o pessoal da Portela?” Ele, presidente da ala dos compositores, tecendo loas à Mangueira, seria no mínimo uma traição". O resultado desta história como alguns já devem conhecer foi a famosa canção "Sei Lá, Mangueira" no vídeo abaixo interpretada por nínguem menos que Beth Carvalho acompanhada pela minha saudosa Velha Guarda da Mangueira. Porém a história não para por aí......

Aturdido, Paulinho da Viola se mostrou preocupado, triste e as vezes até calado, afinal este episódio fez com que muitos portelenses questionassem seu amor, que para ele é incondicional, pela sua escola querida , a Portela. No ano de 1969 na Feira Internacional da TV Tupi, Paulinho lançou o que seria sua declaração máxima de amor aquela que sempre o impulsionou, compondo sozinho aquela que até hoje é a declaração máxima de respeito a Portela; a música "Foi um rio que passou em minha vida" (abaixo cantada por Paulinho da Viola, Velha Guarda da Portela e muitos convidados ilustres ). Foi um rio que passou em minha vida além de estourar nas rádios, fez com que o talento de Paulinho fosse reconhecido nacionalmente, findando toda dúvida relativa ao amor e respeito que este portelense tem por sua escola. Histórias do tempo que cantar e compôr era mais que cantar e compôr. por fábio

sábado, 18 de julho de 2009

Porque alguns complicam tanto se ele é só sambado???



Rotulado, amado, criticado, exaltado, esquecido, enraizado, modernizado, favelado, eletizado, destestado, politizado, harmonizado, magoado, felizardo, poetizado, agonizado, ado, ado, ado e ado...porque alguns complicam tanto o samba que precisa apenas ser sambado??? No vídeo abaixo Geraldo Babão, Cartola, Dona Ivone Lara, Monarco, Aniceto do Imperio, Roberto Ribeiro, Nei Lopes, Noel Rosa de Oliveira, Manacéia e outros bambas fazendo um samba sambado e eternizado por Lan...por Fábio

Um salve ai para o blog Couro do Cabrito

quinta-feira, 16 de julho de 2009

De Jackson para Jackson Parte II

Leia também de Jackson para Jackson Parte I e de Jackson para Jackson Parte III

Um outro Jackson, que não é do pandeiro, também causou fascínio no ano de 1996 quando se rendeu aos tamborins e teleco tecos. No Pelourinho Michael Jackson conheceu toda mágia do samba reggae bahiano, gravando um vídeo produzido por Spyke Lee intitulado They Dont Care About Us (Eles não ligam para nós) em uma "mistureba" pop-samba-musical. Letra e perfomance destacavam manifestações de protestos afro -americanos (diga-se muito parecidos com os nossos ) com batidas do Olodum. Críticas ao poder público e imagens do morro Santa Marta e Pelourinho, tentaram fundir os ritmos do Tio San ao tamborim brasileiro.
No Pelourinho viu-se um Michael Jackson enfeitiçado pelas batidas bahianas, que surpreendeu a todos dançando freneticamente, apresentando-se em pleno sol de meio dia muito próximo ao público presente, que ritmado aos mais de 100 componentes do Olodum, levou ao mundo toda brasilianidade de nosso teleco teco.
Porém mais uma vez, como em todas as produções do tio San, esta também focou-se mais nas danças e a desigualdades presentes, em uma sensação de "só miséria existe", sucumbindo um outro ponto tão importante quanto a musicalidade do Olodum, que mesmo "Eles não ligando para nós", conseguiram várias vitórias individuais e coletivas através de seus trabalhos sócio-culturais. Com a morte do ídolo pop nossos veículos de comunicação de massa dedicaram muitas horas a Michael Jackson mas, de Jackson para Jackson, quem sabe um dia poderiam ser mais críticos valorizando com igualia nossas esquecidas celebridades brasileiras, como nosso brasileiríssimo Jackson do Pandeiro, que além de empunhar um pandeiro e não precisar de "legendas" para ser compreendido, representou a diversidade e imponência etnica musical brasileira perante o mundo. por Fábio

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Agenda do Ecos de 16 a 19/07 tem muita coisa boa para esquentar meu povo


Clique nas imagens para mais informações



E em Aguás de São Pedro a mostra de Teatro continua dos dias 13 a 19/07 entrada franca

No Estação Cultural rola muito forró e o velho Samba Rock Soul, com destaque na sexta para a banda Cataia tocando muita Ciranda e pondo o pessoal para dançar sem parar, garantia de casa cheia

Também em Piracicaba à partir de sexta feira 17/07 ocorre a inauguração de um novo espaço Teatral no Bairro da Cidade conhecido como Monte Alegre com a peça Marias a entrada é franca

Ney Matogrosso também se apresenta em campinas neste sábado 18/07 com seu show inclassificáveis no primehall com um repertório variado pode contar com a garantia de um ótimo espetáculo
No sesc Piracicaba nesta quinta a cantora Elaine Teotonio se apresenta com a banda Estylos com um repertorio versatil que vai da MPB, pop rock nacional ate o samba sempre com muita versatilidade.
Na quinta feira 16/07 em comemoração a seus 12 anos de existencia a Pira Jazz Band faz um show especialissimo no Teatro Losso Neto de Piracicaba à partir das 20:00 horas, uma otima pedida para o frio e também para os amantes da boa música.

Na sexta no Salve Jorge Bar localizado na Av. Carlos Botelho de Piracicaba rola samba com Quilombola e Samba Solto.

Na casa São Jorge um fim de semana com muito samba, olha só Soul na Goela na quinta, Bolo da Nega na Sexta e se liga no fim de semana sábado tem Nãnãna da Mangueira com Samba Rahro (muita história e samba bom nesta noite) e no domingo Velha Arte do Samba, a velha guarda campineira tirando muito samba do baú. Você vai ficar em casa passando frio?

De Jackson para Jackson Parte I

Jackson do Pandeiro em 1959, através da composição de Gordurinha já musicou "Eu só boto be-bop no meu samba quando o Tio Sam tocar num tamborim, quando ele pegar no pandeiro e no zabumba, quando ele aprender que o samba não é rumba ..." e é um pouco deste nacionalismo esquecido e do fascínio dos estrangeiros com relação a cultura brasileira que queria falar, ou melhor tentar, afinal me faltariam conhecimentos e caracteres para uma discussão aprofundada. Qual seria o motivo que desperta em pessoas de outras nacionalidades tanto fascínio e necessidade de infiltração e conhecimento?
Uma vez conversando com uma grande amiga de New York debatemos sobre a capacidade do brasileiro tirar da adversidade possibilidades de transformação e aculturamento, e também como antigamente grande parte das transformações culturais se davam através de uma maioria de pessoas de origem simples, mas que desenvolviam uma percepção tão profunda de cotidiano que conseguiam causar profundas transformações positivas em seu meio cultural, as quais mesmo pouco valorizadas aqui, causam extremo fascínio em pessoas de outras nacionalidades. Jackson através de sua história de vida, é um exemplo típico deste processo. Analfabeto, nordestino, pobre e afro-descendente, em uma sociedade esteriotipada e enraizada em preconceitos superou dificuldades; conseguindo além de divulgar as musicas nordestinas para todo o país (Clique aqui e veja alguns depoimentos ilustres), fundir a malandragem e malicia do samba carioca ao suingue e propriedade das emboladas e cocos nordestinos com forma e estilos bem particulares, obtendo além de fortes transformações na Industria Cultural da época; desenvolver reconhecimento e fascínio mundial pela cultura brasileira; como um típico produto nacional, hoje em dia tão esquecido e desvalorizado pela enxurrada midiatica de culturas das quais às vezes mesmo com "legendas" não conseguimos entender o significado. por Fábio

terça-feira, 14 de julho de 2009

Papo de Teleco: O primeiro trabalho de Margareth Menezes


Conforme prometido o disco de um dos primeiros trabalhos de Margareth Menezes do samba-reggae bahiano. Este disco foi gravado 1988, destacando-se a africanidade própria do samba reggae que somado a portente voz de Margareth dão o tom ao trabalho. Este disco foi o precusor do que Menezes definiu como AfropopBrasileiro, clique aqui e veja o disco afinal isto é Papo de Teleco Teco

Margareth Menezes - 1988

01 Uma história de Ifá [Ejigbô] (Ythamar Tropicália - Rey Zulu)
02 Devastação (Jorge Zarath - Marco Lobo)
03 Mãe lua (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
04 Tenda do amor [Magia] (Jorge Portugal - Lazzo)
05 Alegria da cidade (Luiz Caldas)
06 Janela das viagens (Djalma Oliveira - Tonho Matéria)
07 Correnteza do amor (Carlos Pita)
08 Você virou fumaça (Edil Pacheco - Paulo César Pinheiro)
09 Muzenza (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
10 Natureza mãe (Cardan Dantas)
11 Planeta África Brasil (Geraldo Azevedo - Capinam)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Clique na imagem: Próxima quarta 15/07

Confesso que não conhecia a proposta, mas pelo que li no site parece muito interessante, ainda mais no mundo de hoje onde o que mais almejamos é a paz. Vistem o site deles http://www.movpazpiracicaba.com.br/

domingo, 12 de julho de 2009

TODO O ACERVO DE HERMINIO BELLO DE CARVALHO



Foi inaugurado ano passado o site com o acervo do compositor, produtor musical, escritor e poeta Hermínio Bello de Carvalho. Em seu currículo trabalhos importantes como os antológicos espetáculos "Rosa de Ouro" (1965), que lançou no cenário artístico Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, "Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e o Época de Ouro" (1968), além dos musicais "É a maior" (1970), com Marlene, esse em parceria com Fauzi Arap (co-autor e diretor do show), "Festa Brasil" (Europa, Estados Unidos e Canadá), "Face à Faca" (1974), com Simone, "Te pego pela palavra" (1975), com Marlene, "Caymmi em Concerto" (1985), "Chico Buarque de Mangueira" (1998) e outros com Herivelto Martins, Radamés Gnattali & Camerata Carioca e Luiz Gonzaga. Também foi o idealizador do Projeto Centro de Memória de Mangueira, depois implementado pela Fundação Roberto Marinho como "Memória em Verde e Rosa" e do importantíssimo "Projeto Almirante", com autores excluídos do circuito comercial (com igual número de discos, que vêm sendo relançados em CD, através da Fundação Cultural Itaú), além de muitos outros projetos de igual valia. por Fabio
Quer saber mais então é só clicar aqui Acervo Herminio Bello de Carvalho

Clique na imagem: De 13 a 19 de julho Mostra de Teatro


Clique na imagem: Proxima quinta 16/07 Aniversário Pira Jazz


sábado, 11 de julho de 2009

Samba ou punk? Clemente e João Gordo cantando sambas, com direito até a sambadinha

Coisa inusitadas acontecem Clemente e João Gordo cantando e tocando samba em um encontro no Sesc São Paulo em 2004, recordando suas batucadas nas mesinhas do Napalm, famoso bar Punk local. Neste vídeo com direito a batucada e sambadinha de João Gordo vemos a junção de uma letra crítica punk somada a uma batucada de samba gerando até uma combinação legal . O movimento punk cresceu em meio a paranóia nuclear, com o mundo dividido entre capitalismo e comunismo e à beira de um confronto nuclear. Não havia, à época, nenhuma banda que abordasse o tema. No meio desse cenário de terror, três amigos punks, Clemente (Inocentes), João Gordo (Ratos de Porão) e Mingau (ex-Ratos, hoje integrante do Ultraje a Rigor), trabalhavam juntos no Napalm - célebre casa noturna freqüentada por punks - e sempre que almoçavam juntos, batucavam na mesa e cantavam hits punks que aos poucos foram ganhando versões em samba de mesa.

No repertório, músicas das bandas que faziam parte da cena na década de 80: Cólera, Olho Seco, Psycose, Fogo Cruzado, Lixomania, Ratos de Porão, Inocentes, M19, Anarkólatras, Neuróticos, Juízo Final entre outros. Nos dias 23 e 24 de julho de 2004, eles resolveram levar a brincadeira para o palco, quase 20 anos depois, no SESC Pompéia, em São Paulo. por Show Livre (site www.showlivre.com.br).

sexta-feira, 10 de julho de 2009

As 5 canções "feitas" por Peteleco o cachorro de Adoniram Barbosa


Na foto Adoniram, Peteleco e sua esposa Matilde

Em 1957 uma música começou a fazer sucesso nas rádios de São Paulo. Era a canção Deus Te Abençoe, gravada pela Dupla Ouro e Prata. Mas o público se confundia com o autor da música, um tal de Peteleco. Quem seria o desconhecido compositor, afinal? A dúvida foi desfeita na edição de julho daquele ano da Revista do Long-Playing. Peteleco era o cãozinho de estimação de Adoniran Barbosa. “Por que não teria o conhecido cômico usado seu próprio nome? Tem exclusividade com os Demônios da Garoa ou achou que o samba tão bonito não era digno de seu nome?”, questionou o jornalista Francisco D. Silva na revista.Os motivos que levaram Adoniran a “lançar” seu fiel amigo na música permanecem obscuros. Mas a carreira do gracioso vira-lata continuaria em outras composições, por motivos mais claros. Em alguns casos, para fazer parceria com artistas de outros sindicatos e associações de recebimento autoral. Em outros, simplesmente porque não queria ver seu nome associado a determinado parceiro.Contabiliza-se que Peteleco foi “autor” de cinco sambas. Além de Deus Te Abençoe, assinou sozinho as canções Pra Que Chorar e Onde Vai, Leão. Em parceria, está com o nome registrado em É da Banda de Lá (com Irvando Luiz), Nóis Não Usa as Bleque Tais (com Gianfrancesco Guarnieri) e Mãe, Eu Juro (com Marques Filho, como o cantor Noite Ilustrada assinava suas músicas à época).O último caso é fruto de uma das mais importantes polêmicas da música brasileira. De acordo com entrevistas dadas por Noite, ele é o verdadeiro autor da melodia de Bom Dia, Tristeza, que foi creditada somente a Adoniran e Vinicius de Moraes. Adoniran teria pedido que fizesse a música e, na hora de registrar, excluiu seu nome. Há quem discorde. Segundo Ayrton Mugnaini Jr., autor da biografia de Adoniran, é discutível essa versão. “Com todo o respeito a Noite Ilustrada, não creio ter sido ele o autor da melodia”, explica. Mas o fato é que, logo após a polêmica, Noite - que estava em início de carreira - o convidou para terminar um samba intitulado Mãe, Eu Juro. Adoniran aceitou, mas registrou o nome de seu cãozinho. Noite ficou magoado e os dois nunca mais se falaram.O amor de Adoniran por Peteleco, porém, permaneceu inabalável. Mais do que “parceiro musical”, era o seu grande companheiro. O cachorro vivia ao lado do cantor e também tinha jeito de artista. Ele próprio buscava os doces na padaria, numa prateleira mais baixa, para deslumbramento do padeiro. Nas constantes viagens a Santos, gostava de ficar sobre o peito do dono, enquanto boiava no mar. E foi na cidade que o cachorrinho morreu, após comer um alimento estragado. Acredita-se que o samba Não Quero Entrar, lançado em 1968, tenha sido composto em homenagem a Peteleco: "Eu voltei somente pra buscar/ Meu cachorrinho, meu cobertor e meu violão...". Uma outra versão também diz que Peteleco, além de ser o nome do cão de Adoniran, servia como pseudônimo para sua esposa, Matilde de Lutiis. Apenas em A garoa vem descendo ela assinaria a co-autoria com seu próprio nome. Estas são coisas que só a vida de um compositor como Adoniran poderia fazer existir. Todo crédito deste post ao Bruno Hoffman do blog http://euqueroumsamba.blogspot.com/. Abaixo um vídeo de Elis e Adoniram em um boteco da vida para recordar deste importante cronista paulista, como uma das canções feitas por "Peteleco".
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