Mês passado a violência tomou conta das ruas do Rio de Janeiro, onde se concebido o citado Jornal da Morte, com certeza sua primeira página estaria com fotos deste estado. Mas enganasse quem acredita que a violência é só carioca, afinal ela esta inserida não só nas dimensões do Rio, mas também em cotidianos menores como nossas casas, escolas, ruas e avenidas. E lá vem a magia do samba, falando e retratando com dolencia e alegria tais cotidianos tão tristes, buscando a reflexão. Na letra abaixo Miguel Gustavo retrata musicalmente tais fatos, onde a violência encontrasse contida; violencia esta hoje tão despercebida e camuflada que infelizmente passa a se tornar coadjuvante de nosso próprio cotidiano.Na voz de Roberto Sila e Casuarina, a música Jornal da Morte que com certeza deu Ecos.
Jornal da Morte
Composição: Miguel Gustavo
Vejam só este jornal
Verdadeiro hospital
Porta voz do bangue-bangue
Da polícia central
Treslocada, semi-nua
Jogou-se do oitavo andar
Porque o noivo não comprava
Maconha pra ela fumar
Sangue, sangue, sangue
Um escândalo amoroso
Com retratos do casal
Um bicheiro assassinado
Em decúbito dorsal
Cada página é um grito
Um homem caiu no mangue
Só falta alguém espremer o
jornal
Para sair
Sangue. sangue, sangue
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A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!