Uma das marcas dos anos 60 foi a inovação trazida pelos meios televisivos. Após o I Festival de Música Popular Brasileira realizado pela TV Excelsior que recebeu fortes críticas de sambistas, críticos de música , principalmente do Rio de Janeiro, que afirmaram que o samba não teve presença marcante neste festival; os produtores da antiga TV Record resolveram realizar a I Bienal do Samba. Incentivado pelo programa Bossaudade conduzido por Ciro Monteiro e Elizete Cardoso, que tinha como pano de fundo o samba autêntico, a rede apostando neste modelo criou a I Bienal do Samba. Como regra as músicas deveriam ser inéditas e o formato do programa lembrou em muito os festivais de musica popular televisivos atuais. Um dos fatos marcantes deste festival, segundo comentários de Solano Ribeiro (Livro A história dos Grandes Festivais) foi que a I Bienal do Samba ressaltou o período em que o samba começou a perder poder competitivo frente aos novos ritmos, como iê iê iê e a própria bossa nova, que ganhavam grande notoriedade neste período. No vídeo abaixo já podemos perceber isto na própria música de Baden e Paulo Cesar que venceu o festival; onde formas mais dinâmicas de arranjos nos sambas vencedores espelham a diferença que começa a surgir tanto no universo sambistico quanto na própria música brasileira.
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A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!