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terça-feira, 9 de maio de 2017

A música fazendo a diferença... Demarcação já

As vezes penso que ando muito saudoso com relação a certas nuances musicais. Mas a música nunca cansará ou deixará de me surpreender, especialmente quando são causas nobres e consensuais. Trabalho incrível feito com a participação de Nando Reis, Zeca Baleiro e muitos outros grandes de nossa música popular brasileira. Não deixem de curtir. É  música falando do direito a terra, a vida e a manteneção de raízes tão longas com a própria natureza.

 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Música no Mundo - Texto I

Alguns dias de férias e fui parar em Ponte de Lima - Portugal. 
Que a cidade por si só já é um encanto, eu nem preciso dizer.
Mas algo me chamou atenção: ao entrar na cidade ouço uma música. 
Ela me atrai. Eu olho em todas as direções e tento encontrar de onde ela vem. 
Vou caminhando e ela vai ficando mais nítida e fico com a sensação de estar me aproximando. 
O fato de estar longe de casa e cansada fisicamente por já ter caminhado mais de 150km no Caminho de Santiago podem ter contribuído para a emoção tomar conta de mim naquele momento. 
Ao chegar na ponte que cruza a cidade, sobre o Rio Lima, percebi que a música vinha dali. Suave como uma brisa. Ao atravessar a ponte para chegar ao albergue onde dormiria naquela noite, olho para cima e percebo que cada poste de iluminação contém uma caixa de som tocando possivelmente uma seleção de música clássica. 
E isso deu um charme e um acolhimento inexplicável para a minha estadia na cidade.
O que me faz pensar: enquanto muitos lugares precisam de câmeras de monitoramento e segurança nos postes, lá, eles só se preocupam com a cultura e o acesso a boa música. 
Novas experiências, realidades que existem e a certeza que ainda temos muito que aprender e evoluir... 


quinta-feira, 20 de abril de 2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

E elas vão dizendo sim.. Vem ai o Divas do Samba 5


Música: Uma Obra de Arte

Sonic Pavilion, de Doug Aitken - Fotografia por Talita Santos
Numa dessas minhas andanças por aí, tive o prazer de conhecer o Instituto Inhotim na cidade de Brumadinho - MG.
Pra quem não conhece, Inhotim é considerado o maior centro de arte contemporâneo à céu aberto da América Latina. 
Aceitei o convite um pouco receosa por não entender de arte, mas confesso que me surpreendi. 
Você chega no Instituto e dá de cara com uma paisagem exuberante: artes espalhadas por toda a parte, fauna, flora e som! Simmm! Muita música!!!  
Passei três dias inteiros por lá. E a cada passo uma agradável surpresa. 
Dentre os milhares de trabalhos espalhados pelo parque, a música é parte integrante e um toque envolvente para a atrair o visitante.
Na galeria Cosmococa de Helio Oiticica, você entra numa sala escura com várias redes coloridas espalhadas ao som de Jimi Hendrix e sua guitarra distorcida sendo projetada na sala; um convite atrativo para deitar e relaxar.
Na galeria Psicoativa do pernambucano Tunga, você é convidado a fazer uma reflexão sobre a exploração de recursos naturais e recursos humanos nas mineradoras e para impactar ainda mais, o artista traz um som exclusivo de Arnaldo Antunes, feito especialmente para essa galeria.
A sala Folly, de Valeska Soares, te traz uma vontade inexplicável: DANÇAR!!! Ao som de The look of love de Dusty Springfield, uma sala escura, o vídeo de um casal dançando é projetado nas paredes espelhadas que dão a sensação de múltiplas imagens formadas pelos reflexos. Você se sente totalmente a vontade para sentir a melodia e bailar sozinho ou acompanhado.
Uma outra obra que chama bastante atenção em Inhotim é a Sonic Pavilion. Microfones e equipamentos de amplificação sonora foram instalados a 200 metros de profundidade para captar o som do centro da Terra, num pavilhão de vidro, vazio e circular. O som é captado em tempo real e nos traz a sensação de sermos parte integrante desse universo.
Eu ainda poderia mencionar outras milhares de obras com seus respectivos sons, falar dos sons dos passarinhos, do vento nas palmeiras, do som ambiente nos restaurantes e áreas de descanso e outros sons que Inhotim nos proporciona. 
Assim como li num blog amigo, se eu pudesse te dar um conselho seria: visite Inhotim!
Além do fim de semana agradabilíssimo que passei nesse lugar lindo, cheio de vida e na companhia de amigos, uma coisa valiosa eu pude sentir: a música também é uma obra de arte!!! 

RODA DE SAMBA DA COMUNIDADE QUILOMBOLA, VOU TENTAR EXPLICAR MAIS UMA VEZ...


Desta vez não vou falar da importância do samba, nem vir com conversa de samba raiz. Vamos falar de coletivos, coletivos que tem dificuldades e realizações. Coletivos que como na casa de nossa avó sempre cabe mais um amigo para participar e provar do gostinho de alimento bom. E nesta "casa de vó"  passaram 12 anos de resistência, festas e também conflitos resolvíveis. Tudo feito em um misto de projeto e improviso, tudo feito em meio a  lágrimas e também sorrisos. E o resultado foi uma casa cheia, cheia de batuqueiros, sambistas e acima de tudo amantes de uma autêntica roda de samba interminável... Coisas que lembram dos tempos de Don Don, que não precisam de  ensaio e nem de delongas ... é o samba como o samba, lapidado a encontros amigáveis e embriagáveis. Por isto eu vou lhe explicar mais uma vez algo sobre   a Roda de Samba da Comunidade Quilombola, ela não tem explicação. Que mais doze anos venham .. a comunidade do samba local agradece. 

PEROLA NEGRA - POR ANDRÉ BERTINE


 A cortina, estática pela ausência de vento, se agiganta do alto da grua até esgueirar-se pelo palco de madeira como quem o agasalha. A plateia, na expectativa de um grande show, está em absoluto silêncio, exceto por algumas tosses que escapam ao ordenamento e podem ser ouvidas da coxia. Meu coração dispara. Tudo passa lentamente e, de modo estranho, parece que nunca sou eu que estou ali. Reparo que para os meus pares também é um momento de tensão. O teatro está lotado. O som que foi passado está bom? Será que desafinou alguma corda do meu instrumento? Pairam sobre as nossas cabeças as dúvidas de sempre e é preciso tomar cuidado para que elas não se imponham à concentração exigida naquele momento. Busco águas calmas em um porto seguro. E lá está meu farol: Thereza Alves, uma rocha delicadamente concentrada. Cabeça baixa, dedos entrelaçados nas mãos que repousam calmas logo abaixo da cintura, os lábios se mexem inaudíveis como quem murmura um mantra. De repente, a cabeça sobe lentamente, os seus olhos se abrem e eles encontram os meus. Ela sorri. E, dali em diante, eu tenho a absoluta certeza de que tudo dará certo e o show será perfeito.

Thereza entra no palco aplaudida. São mais de 50 anos dedicados a arte. A arte de cantar e encantar plateias. Surgem os primeiros acordes e, pouco a pouco, vou me liquefazendo, me moldando, buscando o meu espaço entre os sons da marcação e os ponteios das cordas. Thereza abre a voz anunciando a chegada do primeiro refrão. Paulatinamente, aquela tensão vai se transformando em prazer absoluto. Ela está de costas para mim e observo cada movimento, cada gesto, cada nota. Tudo minuciosamente belo. Sem exagero, mas exageradamente lindo. Tudo nela me soa puro, sincero, sem floreios desnecessários. Uma joia que o clarão da luz em contraste com a pele negra deixa ainda mais linda. É a Pérola Negra.
Foi no sucesso dos programas de auditório que Thereza iniciou sua carreira. Em um tempo que eles eram todos ao vivo e não havia espaço para erros, nem recursos tecnológicos para driblar alguma desafinação. Era ali e na hora. Foi a era de ouro da rádio. Três, dois um e pau, o Brasil conhecia aquela voz marcante que posteriormente dividiria palco com gigantes da música popular brasileira como Baden Powell, Jair Rodrigues, entre tantos outros. Cantou e encantou milhares de pessoas, gerações. Fez tanta gente chorar e tanta gente sorrir que a vida, em retribuição, manteve o seu vozeirão intacto ao longo dos anos. Uma voz forte feito a rocha que estava há minutos ali, concentrada em minha frente, tão segura que me passava segurança só de se deixar ser olhada. Uma voz doce, sublime que chegou a ser compara às de Elizeth Cardoso e Ângela Maria ecoava pelo teatro para o deleite da admirada plateia.

Após o bis, finda-se o show. Thereza agradece ao público que retribui aplaudindo de pé. Ao virar-se para agradecer os músicos meus olhos encontram os seus já marejados e tomados pela emoção. Não, Thereza, nós é que temos que agradecer por termos tão perto uma artista do seu gabarito. Agradeço por ter mantido seu talento intacto ao longo dos anos. Agradeço por ter atravessado gerações para também encantar a minha. Temos muito, mas muito o que aprender com a sua arte. Serei eternamente grato por ter a honra de dividir, palco, emoções e canções contigo.

domingo, 26 de março de 2017

Zap nada, pegunte logo a música que ela (e) ouve e tudo se resolve.. quase sempre

Talvez não seja como uma boa cantada... mas vou te falar  facilita muito para conhecer uma  pessoa que se deseja. E a partir disto saio defendendo: nós  somos o que ouvimos,  me arriscando  ir até um pouco mais além. Quando quiser flertar com alguém esqueça de pegar o número do zapp e pergunte logo  a música que ela ouve; além de facilitar o  "desenrolar", posso te garantir que descobrirá particularidades da  personalidade como  se  é alegre ou reservada, formal ou eclética e até se dança ou segura a criança .. Mas lembre-se  a regra vale também para conquistar boas amizades, eu  já fiz eternos amigos pela música,  até de gostos musicais bem diferentes confesso, mas quase sempre a conversa parte do mesmo princípio "e aí  que música você gosta de ouvir ?" Em uma época em que as pessoas se ouvem tão pouco, quem sabe uma conversa iniciada pela musica não seja o caminho para  encontros com um futuro amado ou amada? Já pensou  a respeito, faça um teste, afinal você é o que você ouve,  quase sempre kk....  Axé
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