quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais um compartilhamento para dar dorzinha de cabeça na Indústria Cultural

Em tempo de era digital, as revoluções são por minuto e olha ai mais uma idéia que com certeza vai tirar muito cabelo de muita gente:

Que tal devolver a “aura” de uma obra reproduzida em massa? A prática de baixar e compartilhar músicas pelo ciberespaço (em muitos casos) suprimiu o hábito de escutar um álbum na íntegra, na ordem em que foi concebido. Muito mais: erradicou a experiência “tátil” de manipular encartes, contendo a arte gráfica, além da ficha técnica das gravações. Mais uma vez, o Axial (capitaneado por Sandra Ximenez e Felipe Julian) vem acrescentar novas propostas ao repensar a “virtualização” da música e lança seu terceiro álbum, Simbiose, por meio de um aplicativo inédito – o Bagagem. “É um novo formato midiático para música gratuita que transcende o CD e o mp3, devolvendo e atualizando o conceito de encarte visual perdido na rede digital”, introduz o site do projeto. O Projeto Axial está “conectado” desde a origem. O primeiro álbum saiu em 2004 em versão física e logo disponibilizado na rede com licença Creative Commons. Desde sempre, Senóide, disco de 2007, podia ser baixado gratuitamente. E o terceiro álbum, Simbiose, nasceu na rede, quase como obra aberta. Simbiose, orgânico, comunhão O aplicativo Bagagem tenta organizar a distribuição em larga escala, além de agregar elementos visuais a cada faixa - “Produtifica, empacota e devolve a interface visual dos meios físicos perdida nessa virtualização. Mas, fundamentalmente, deixa a música livre para se espalhar até onde seu potencial permitir”, anuncia a página inicial do projeto. O aplicativo pode ser baixado clicando aqui. A instalação é rápida e a primeira vez que você ouve uma peça, ela fica armazenada em seu computador. Além de carregar músicas, o Bagagem quer promover a comunicação entre os usuários. Numa espécie de um microblog coletivo, o aplicativo recebe mensagens em conexão com o Twitter. “É possível sentir que tem mais gente ouvindo”, diz Felipe Julian, que concebeu o projeto com programação de Andrei Thomaz. “A ideia é agregar e estimular a integração”, diz. Quem não gosta de apresentar uma música a um amigo que atire a primeira pedra. Com a derrocada da indústria do disco, Julian aponta o ato de compartilhar como a principal “moeda” de hoje. “O ser humano tem por característica compartilhar. Como um ser social, ele tem a pulsão por trocar experiências. O que faz a música de um artista se espalhar, não é nenhuma campanha publicitária, mas é uma pessoa dizendo pra outra que gostou, o velho boca a boca”, esclarece. Por enquanto, estão disponíveis os três álbuns do Axial (Simbiose só existe no Bagagem). Mas outros artistas estão se agregando, como o coletivo Embolex, o Projeto B, Kiko Dinucci e Juçara Marçal que, em breve, terão suas obras disponíveis à comunhão.

Retirado do Portal Cultura Barsil por Julio de Paula


Reações:
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!