quarta-feira, 15 de julho de 2009

De Jackson para Jackson Parte I

Jackson do Pandeiro em 1959, através da composição de Gordurinha já musicou "Eu só boto be-bop no meu samba quando o Tio Sam tocar num tamborim, quando ele pegar no pandeiro e no zabumba, quando ele aprender que o samba não é rumba ..." e é um pouco deste nacionalismo esquecido e do fascínio dos estrangeiros com relação a cultura brasileira que queria falar, ou melhor tentar, afinal me faltariam conhecimentos e caracteres para uma discussão aprofundada. Qual seria o motivo que desperta em pessoas de outras nacionalidades tanto fascínio e necessidade de infiltração e conhecimento?
Uma vez conversando com uma grande amiga de New York debatemos sobre a capacidade do brasileiro tirar da adversidade possibilidades de transformação e aculturamento, e também como antigamente grande parte das transformações culturais se davam através de uma maioria de pessoas de origem simples, mas que desenvolviam uma percepção tão profunda de cotidiano que conseguiam causar profundas transformações positivas em seu meio cultural, as quais mesmo pouco valorizadas aqui, causam extremo fascínio em pessoas de outras nacionalidades. Jackson através de sua história de vida, é um exemplo típico deste processo. Analfabeto, nordestino, pobre e afro-descendente, em uma sociedade esteriotipada e enraizada em preconceitos superou dificuldades; conseguindo além de divulgar as musicas nordestinas para todo o país (Clique aqui e veja alguns depoimentos ilustres), fundir a malandragem e malicia do samba carioca ao suingue e propriedade das emboladas e cocos nordestinos com forma e estilos bem particulares, obtendo além de fortes transformações na Industria Cultural da época; desenvolver reconhecimento e fascínio mundial pela cultura brasileira; como um típico produto nacional, hoje em dia tão esquecido e desvalorizado pela enxurrada midiatica de culturas das quais às vezes mesmo com "legendas" não conseguimos entender o significado. por Fábio
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A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!