segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Está de bobeira nas quartas no Rio de Janeiro? A dica é o Rival mais tarde!!




A ideia inicial de Leandra Leal, ao voltar para o Rio depois de cinco anos em São Paulo, era tocar a criação de um bar ao lado do Teatro Rival. Pensando no público do local, ela se deu conta de que o novo empreendimento casaria perfeitamente com um velho sonho: ter um horário alternativo, mais tarde, no Rival, cuja tradição é de shows às 19h30m. Retomou então o antigo projeto, convocou amigos músicos e produtores para pensar com ela a cara do novo turno e o resultado é o Rival Mais Tarde, que estreia hoje, às 23h30m, com show da cantora Tiê e participações de Tulipa Ruiz e Thiago Pethit — três exemplares da nova safra paulista. O bar? Vai sair do papel, mas ficou para janeiro.

— Conversando com minha mãe (a atriz Angela Leal, dona do Rival), sempre dizia: “O Rival podia funcionar mais tarde, tem um público carente disso, artistas que precisam desse palco” — lembra Leandra. — Quando voltei de São Paulo e comecei a trabalhar na história do bar, falei de novo disso e ela respondeu: “Por que você não faz?”

Com experiência de produtora (no início dos anos 2000, tocou com amigas a empresa Três Meninas e hoje é sócia da Daza Cultural), ela decidiu encarar o trabalho. Na temporada em São Paulo, sentiu que o Rio havia ficado para trás em termos de efervescência musical:

— Percebi um processo de casas fechando, como o Cinematheque, uns amigos como o Lucas Santtana e a Thalma de Freitas se mudando para São Paulo, artistas de outras regiões indo para lá… Pensei: “Minha família tem um teatro no Rio, posso usar isso.”

A programação começou a se desenhar em conversas entre amigos. Com Nina Becker e Berna Ceppas, ela chegou às noites de Baile da Orquestra Imperial (às quartas-feiras, único evento do Rival Mais Tarde fora da sexta-feira e do sábado) e ao Festival Imperial, com os projetos pessoais dos integrantes do grupo — Wilson das Neves deve abrir a série, no fim de outubro. Plínio Profeta ganhou a curadoria de uma noite mensal, batizada de Profecias, cuja estreia é com Tiê, hoje.

— Levarei artistas que estão fora do mainstream — diz ele. — Nomes como Stop Play Moon, Jonas Sá e Renato Godá.



Até o fim do ano, quando a princípio se encerra o Rival Mais Tarde (“A ideia é continuar”, avisa Leandra), passarão por lá atrações como o encontro de Siba e Lucas Santtana (nas próximas sexta e sábado), Karina Buhr, Do Amor, Luisa Maita e Silvia Machete.

— Em novembro, planejo trazer Los Sebosos Postizos com convidados. E o lançamento do novo CD do 3 Na Massa vai rolar no Rival. Estou pensando também com o Botika (da banda Os Outros) uma noite com encontros inusitados entre bandas cariocas — adianta Leandra.

Um conceito aberto amarra as atrações do Rival Mais Tarde.

— A programação terá artistas com uma produção ligada ao contemporâneo, que trabalham com o risco — define a produtora, que também se lança em terreno incerto com a empreitada. — Falam muito da falta de palcos no Rio, vamos ver como o público reagirá. É um risco que estou assumindo. Mas não é uma casa tão grande (na configuração Rival Mais Tarde, sem mesas, serão 600 lugares), e muitos artistas vão fazer uma única apresentação, estou evitando diluir a plateia em vários dias. Teremos DJs todas as noites, dando uma cara de programa além do show (a estreia, hoje, terá Nepal, Nado Leal e o próprio Plínio Profeta). por Fino da Bossa
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