sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

E deu Ecos: A música é proibido proibir


Em 1967 surgiu um movimento que lutava contra as guitarras elétricas. Na verdade o movimento visava protestar contra a invasão da música americana no mercado brasileira. Agora imaginem vocês quando em meio a tudo isto, um jovem chamado Caetano Veloso, resolve em um festival universitário apresentar uma música com o tema "É proibido proibir" recheada a guitarras elétricas? Pois é, isto aconteceu em 1968, onde muitas vaias protestaram contra a guitarra de Caetano, esquecendo de prestar atenção à letra da canção. O fato é que entre pesquisadores "É Proibido proibir" fez e faz parte de um dos grandes momentos musicais brasileiros , agindo como instrumento na luta contra a imposição da ditadura e também contra a "arrigimentação" da juventude no sentido da inclusão de novos ritmos. Vejam o que no calor destas mudanças Caetano discursou em meio as vaias:

“Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender. Mas que juventude é essa? Que juventude é essa? Vocês jamais conterão ninguém. Vocês são iguais sabem a quem? São iguais sabem a quem? Tem som no microfone? Vocês são iguais sabem a quem? Àqueles que foram na Roda Viva e espancaram os atores! Vocês não diferem em nada deles, vocês não diferem em nada. E por falar nisso, viva Cacilda Becker! Viva Cacilda Becker! Eu tinha me comprometido a dar esse viva aqui, não tem nada a ver com vocês. O problema é o seguinte: estão querendo policiar a música brasileira. O Maranhão apresentou, este ano, uma música com arranjo de charleston. Sabem o que foi? Foi a Gabriela do ano passado, que ele não teve coragem de, no ano passado, apresentar por ser americana. Mas eu e Gil já abrimos o caminho. O que é que vocês querem? Eu vim aqui para acabar com isso!”



É Proibido Proibir Caetano Veloso A mãe da virgem diz que não E o anúncio da televisão E estava escrito no portão E o maestro ergueu o dedo E além da porta Há o porteiro, sim... E eu digo não E eu digo não ao não Eu digo: É! Proibido proibir Me dê um beijo meu amor Eles estão nos esperando Os automóveis ardem em chamas Derrubar as prateleiras As estantes, as estátuas As vidraças, louças Livros, sim... Cai no areal na hora adversa que Deus concede aos seus para o intervalo em que esteja a alma imersa em sonhos que são Deus. Que importa o areal, a morte, a desventura, se com Deus me guardei É o que me sonhei, que eterno dura e esse que regressarei. E eu digo sim E eu digo não ao não E eu digo: É! Proibido proibir Me dê um beijo meu amor Eles estão nos esperando Os automóveis ardem em chamas Derrubar as prateleiras As estátuas, as estantes As vidraças, louças Livros, sim... E eu digo sim E eu digo não ao não E eu digo: É! Proibido proibir
Reações:
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!