quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Papo de Teleco Teco - O Afro Samba da sambista Aparecida


Capa de uma reedição do ano de 1996

Uma vez por mês o Projeto 14 Sambas publicará aqui informações sobre ilustres sambistas mostrando um pouco de sua obra, vida e luta em prol do Samba e do cotidiano brasileiro. Maria Aparecida Martins nasceu na cidade de Minas Gerais, surgindo artisticamente nos festivais de Jongo de Minas. Mudou-se em 1949 , junto com a família para o Rio de Janeiro. Por essa época, trabalhou como passadeira em casas de família no bairro de Vila Isabel. Em 1952, já compunha suas primeiras músicas. Pouco tempo depois, Salvador Batista a levou para o programa "A Voz do Morro", incluindo-a em seu grupo como passista, conjunto no qual atuou por dez anos. Dona de uma voz mítica e deslumbrante destaca em todos os seus trabalhos as influências afro-religiosas que exerceram forte influência tanto em sua vida pessoal como na carreira musical e artística. No início da década de 1960, foi convidada a participar do filme "Benito Sereno e o Navio Negreiro", por cuja atuação recebeu de prêmio uma viagem a França, onde se apresentou em uma boite interpretando, pela primeira vez, suas próprias composições.Em 1965, voltou ao Brasil e venceu o "Concurso de Música de Carnaval do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro". Neste mesmo ano, foi também vencedora do "III Festival de Música de Favela", com o samba "Zumbi, Zumbi", representando a favela da Cafúa, de Coelho Neto.Nos anos 70 Aparecida se tornou um dos ícones do samba e da música umbadista, emplacando neste mesmo período dois sucessos nas emissoras de rádio, o que para esta época pode ser considerado como um marco, visto o forte preconceito e paradgmas existentes. Em 1968 compôs o samba enredo "A Sonata das Matas" para a escola de Samba Caprichosos de Pilares. Aparecida é considerada depois de Dona Ivone Lara como a segunda mulher a ter um samba enredo vencedor em uma escola de samba. Desde criança Aparecida buscou aprender com os mais velhos os rítimos africanos, porém teve de esperar 17 anos para ver um trabalho seu gravado.Hoje muito de seu material é utilizado e resgatado por músicos como o Rappa, Marcelo D2 entre outros. Em seu funeral ela foi aclamada , sendo seu corpo levado em cortejo pelo corpo de bombeiros do Teatro Alencar no Ceará até seu sepulcro; o qual foi acompanhado por sambistas, fãs, terreiros religiosos, grupos de maracatus e sambistas. Abaixo dois trabalhos realizados por esta sambista que você pode baixar em seu micro; é só você clicar.por Fábio
ISTO É PAPO DE BAMBA:
(Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como www.buscape.com.br ou similares preservando os direitos do ator)
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A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!