domingo, 27 de junho de 2010

Alexandre Pires: “Só a imprensa brasileira criticou meu encontro com Bush”



"Gracias Madre", choradeira e blá blá blá...



O sambista Alexandre Pires dá um tempo na carreira internacional para lançar um álbum com canções inéditas no Brasil. Em entrevista a ÉPOCA, o cantor lembra o dia em que chorou nos braços do ex-presidente americano George W. Bush . Em 2001, Alexandre Pires ainda era vocalista do grupo Só Pra Contrariar quando foi convidado para gravar um disco de canções românticas para o mercado latino. O projeto acabou surpreendendo sua gravadora que decidiu apostar em uma nova imagem para o cantor. Na verdade, à época, o formato “grupo de pagode” já dava sinais de esgotamento, mas, mesmo assim, o anúncio de uma carreira solo acabou pegando os fãs de surpresa. O reconhecimento veio rápido. Com o primeiro trabalho, Pires foi indicado ao Grammy Latino como na categoria "Engenharia de Som" e o reconhecimento da revista Billboard, com o prêmio no Latin Music Awards, de "Melhor Artista do Ano". Com o sucesso no mercado latino, Pires acabou na Casa Branca, em 2003, em um evento que comemorou o mês da Descendência Hispânica. Cantou Garota de Ipanema, clássico de Tom Jobim, e, no final da apresentação, acabou chorando nos braços do então presidente americano George W. Bush, um dos presidentes mais impopulares da história dos Estados Unidos. Apesar das críticas que recebeu pelo episódio, Pires afirma que não se arrepende da apresentação. “Tentaram misturar o Bush político com um evento cultural”, diz. Em 2008, Alexandre decidiu dar um tempo na carreira internacional para, segundo ele, “respirar novos ares” e lançou o DVD Em casa, gravado ao vivo em sua cidade natal, Uberlândia, em Minas Gerais, com sucessos de sua carreira. No começo deste mês de junho, Pires lançou Mais além, um CD com canções inéditas. No novo trabalho, o cantor mistura o samba com batidas pop e baladas românticas. Na faixa Eu sou o samba, a primeira divulgada para as rádios, Pires conta com a participação de Seu Jorge. “Quando terminei de fazer essa música, logo pensei nele. Divertimos-nos muito gravando”, diz. O disco ainda traz uma homenagem a outro ídolo de Pires: a cantora Alcione, na faixa Mulher das estrelas. Aos 34 anos, Pires estreia o show Mais Além neste final de semana, no Credicard Hall, em São Paulo. No final de julho, a turnê chega ao Rio de Janeiro onde será registrada para o lançamento de um DVD.

ÉPOCA - Você deu um tempo de sua carreira internacional para se dedicar a projetos aqui no Brasil. Por que tomou essa decisão?
Alexandre Pires – Eu queria dar um tempo de lá. É tudo muito bacana, maravilhoso. Mas chega uma hora que você quer respirar novos ares, principalmente o da sua terra. O público também me cobrava, Foi quando, em 2008, surgiu a ideia de gravar um DVD na minha cidade natal, em Uberlândia. Fiquei na estrada com esse show de maio de 2008 até a semana passada. Agora, estou com esse trabalho novo, só com canções inéditas, para diferenciar um pouco do trabalho anterior.

ÉPOCA – Por que convidou o Seu Jorge para cantar com você na faixa Eu sou o samba?
Pires – Esse projeto não teria nenhuma participação especial, já que no anterior eu cantei com seis convidados. Quando eu terminei essa música, logo pensei no Seu Jorge. Sabia que ia dar uma “onda legal”. Ele topou na hora participar. Ficamos dez horas no estúdio. Foi muito divertido, contamos piadas. A última coisa que fizemos foi gravar (risos). A música está tocando em todo Brasil.

ÉPOCA – Logo que você saiu do grupo Só pra Contrariar, em 2002, você investiu na carreira internacional. Já era um projeto seu?
Pires – Era um desejo, mas não para aquele momento. Eu lancei um disco solo ainda trabalhando com o SPC, em 2001. Esse disco era em espanhol e fez muito sucesso, tinha uma pegada mais romântica, mais pop. Tive que tomar a decisão de sair do grupo. As oportunidades surgiram e eu acabei investindo na carreira internacional.

ÉPOCA – Lá fora, o foco do seu trabalho não é o samba, e sim a música romântica. É isso que eles querem ouvir um brasileiro cantar?
Pires – Tem sido assim, mas eu tenho um projeto para o segundo semestre do ano que vem que deve mostrar o que eu faço no Brasil. A ideia é misturar as minhas raízes brasileiras com o romantismo da música latina.

ÉPOCA – Passando longos períodos fora do país, você não acha que se afasta de público brasileiro?
Pires – É um processo natural. Meu público não vai sumir, desaparecer. Lá fora, a cultura é que você lance um trabalho a cada 2, 3 anos. Aqui no Brasil, te cobram um trabalho por ano. É praticamente impossível produzir, divulgar, fazer shows e já iniciar outro CD nesse tempo. Vou fazer essa turnê no Brasil, lançar um DVD desse disco e, depois, retomar a carreira lá fora.

ÉPOCA – Em 2003, você se apresentou em um evento na Casa Branca, em 2003. Você ficou muito emocionado, chegou a chorar no ombro do presidente George W. Bush. O que aconteceu naquele momento?
Pires – Foi o reconhecimento do meu trabalho que me levou à Casa Branca. Foi uma grande emoção. Nunca imaginei cantar em um evento desses.

ÉPOCA – Você ficou chateado com as críticas que recebeu por ter cantado para o Bush?
Pires – Fiquei. A única imprensa que criticou o fato de eu me apresentar na Casa Branca foi a brasileira. Tentaram associar o Bush político com um evento cultural. Talvez essas pessoas não gostem do meu trabalho, da minha emoção, ou queriam que outro artista estivesse lá no meu lugar...

ÉPOCA - Você gostaria de cantar para o Barack Obama?
Pires – Claro. Canto para o Obama, para o Lula. É só me convidar. Mas sempre pelo lado artístico. Em política eu não me envolvo.
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