terça-feira, 18 de outubro de 2011

E até nosso Cartola moderno poderia ser funkeiro. Será?


Há umas duas semanas um grande amigo viciado em documentários me abordou perguntando se já havia assistido o documentário "O Samba que mora em mim" de Georgia Guerra Peixe. Curioso fui logo a caça, afinal um filme com o título de samba, abordando o universo de minha querida Mangueira era um prato farto. Porém mesmo com este título, "O samba que mora em mim" seria mais um filme de funk, pelo fato de não passear pelo samba que tanto consagrou o morro de Mangueira, limitando-se mais ao cotidiano dos moradores desta comunidade. Aí nesta conjunção de assuntos me pus a pensar que talvez até Cartola, se nascido em tempos atuais, poderia, ao invés de ser um dos maiores ícones de nosso samba, tornar-se um dos grandes ícones do "Funk de raiz", dada sua grande percepção e interação no cotidiano de sua comunidade, vai saber né? Loucuras a parte, hoje é o Funk que norteia e conduz o ritmo não só na Comunidade de Mangueira como outros redutos cariocas, inclusive já abordamos aqui no Ecos este tema; e como a música é um dos grandes retratadores das transformações sociais de nossas vidas, com certeza esta questão daria nó na mente de muitos futurólogos e estudiosos de cultura popular concordam? De qualquer forma vale dar uma espiadinha no documentário "O samba que mora em mim" que mesmo tendo samba somente no título, traz discursos interessantes dos moradores da comunidade no seu contexto.

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A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!