quinta-feira, 23 de julho de 2009

Batuque na cozinha seu livro de receitas: As histórias e estórias da nossa tradicional caipirinha


Várias são as histórias sobre a origem da caipirnha brasileira. Até o pré-modernista Monteiro Lobato em seu primeiro livro, Urupês, fala das "caipirinhas rosáceas" do poeta Fagundes Varela. A caipinha e uma bebida fieta da batida de limão que evoluiu-se para o limão com casca em rodelas ou pedaços. A tecnologia ajudou e com o gelo à vontade, ela também tornou-se mais refrescante. Mas quando é que o nome de caipirinha foi usado pela primeira vez para rotular o drinque ? Caipira era o termo paulista que designava a "habitante do campo" segundo o Dicionário de Vocábulos Brasileiros de 1889 e mesmo a origem desta palavra é obscura. Aparentemente originou-se do Tupi de "caipora" ou "curupira". Caipora ou em uma tradução literal do Tupi por significa "habitador do mato". Curupira é um ente fantástico, um demônio que vagueia errante pelo mato. Talvez alguém tenha abusado da bebida e valorizando a mitologia nacional viu "curupirinhas" à sua volta ao invés dos tradicionais elefantes-rosa dos desenhos animados. Mas isso tudo é especulação. Certo é que a caipirinha é hoje um drinque conhecido internacionalmente e incorporado ao nosso rico folclore. O "The Dictionary of Drink" da Tiger Books dá a receita da caipirinha como é conhecida no mundo: Uma dose de cachaça, um limão e açúcar à gosto. Corta-se o limão em pequenos pedaços, coloca-se o açúcar e se amassa. Serve-se em um copo padrão, enche-se de gelo e finalmente adiciona-se a cachaça. Deve ser servido com uma colher. Esta receita é a nossa legítima caipirinha com a pequena difereça que aqui no Brasil usa-se ao invés da colher um palito de madeira. A caipirinha é um drinque refrescante e tipicamente tropical representando com louvor o Brasil no mundo. Infelizmente a originalidade da nossa caipirinha é ameaçada pelo rum, primo da cachaça pois é também fabricado a partir da destilação da cana de açúcar. O rum branco, destilado do mosto de cana fermentado sai do alambique com mais de 80% de teor alcoólico tendo seu teor alcoólico diluído para cerca de 40%.


A matéria prima é parecida mas o processo gera um produto diferente. Esta semelhança faz com que diversos dicionários e artigos na imprensa mundo afora ignorem a cachaça por achá-la semelhante ao rum. Nós brasileiros temos parte da culpa pois por vezes chamamos fazemos caipirinha com vodka ou heresia das heresias com o concorrente rum. Se você gosta de álcool de batata, imagine-se no norte da Europa e peça sua caipirovska, ou então imagine-se no Caribe e peça uma caipiríssima com rum e seu álcool diluído. O nome caipirinha é exclusivo para o drinque elaborado com cachaça e fim de papo. Claro que em honra a nossa grande variedade de frutas pode-se usar lima-da-pérsia, morango, e uva, mas sempre com cachaça. E finalmente ao tomar sua caipirinha saiba que você está com séculos de história em seu copo, uma historia de valorização do produto nacional, algo que para nós brasileiros é sempre necessário. Fonte: (*) Sidney Simóes é carioca, mora em Curitiba e gosta de história e de estórias.
Receita de uma boa caipirinha
1 limão
5 colheres de açúcar refinado
Cachaça
Gelo à vontade.
Modo de preparo:
Os ingredientes são os tradicionais. O preparo é que a diferencia.Após lavar o limão, descasca-se parcialmente o mesmo(algumas pessoas não gostam do sabor do sumo da casca do limão). Corta-se o limão em duas metades, removendo de cada uma delas a parte central(branca) do bagaço. Isso evita que a bebida se torne amarga. apesar que nunca dá tempo para isso. Após os procedimentos usuais usam-se dois copos iguais, bem colados entre si para efetuar a mistura, como se fosse uma coqueteleira.
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