sábado, 16 de maio de 2009

Papo de Teleco Teco - O disco Gente da Antiga: Clementina de Jesus, Pixinguinha e João da Baiana




Em 1968, o escritor e poeta Hermíni B Carvalho reuniu três dos patriarcas da música brasileira: Pixinguinha (1897-1973), Clementina de Jesus (1901-1987) e o decano destes, João Machado Guedes, o João da Baiana (1887-1974). Em onze faixas, ele apresenta uma atemporal aula de bambas, com temas que vão desde lundus do começo do século até criações recentes - incluindo parcerias entre o criador de "Carinhoso" e o próprio Hermínio. O disco tem um nome peculiar: Gente da Antiga. Pixinguinha estava longe do disco desde meados dos anos 50, mas seguia compondo. Convalescendo de um enfarte, em 1964, criou vinte valsas, uma por dia. Logo depois, Vinícius de Moraes poria letra em seu choro "Lamento". Com a retomada de sua carreira de músico, compôs com Hermínio "Harmonia das Flores", "Isso Não se Faz" e "Isso é Que É Viver"; daí veio a idéia de fazerem o disco junto com Clementina e João da Baiana. Clementina de Jesus era a grata surpresa do projeto: embora nova no cenário musical, no alto dos seus 63 anos, ela era uma antologia musical, o elo perdido do samba. A despeito de viver anos como doméstica, cantando informalmente, a rainha Ginga demonstrava ser uma cancioneira ambulante, uma lenda viva: conhecia inúmeros temas de partido-alto, cantos folclóricos e outros gêneros musicais que remetem à idade da pedra da música popular, com seu repertório de jongos, cantos de trabalho, cateretês e corimás. O disco lhe permitiria uma bela carreira de cantora, nas décadas seguintes. Já João da Baiana, mais que um lendário ritmista que integrou o Grupo da Guarda Velha (a pequena grande orquestra do autor de "Rosa" quando este se tornou arranjador profissional, no final dos anos 20), era mesmo um "patrimônio da música popular brasileira", como se designava aos mais chegados, no fim da vida., tornando-se o patriarca dos primeiros tempos do samba carioca. Quando jovem, freqüentava terreiros e batuques na casa da Tia Ciata (ou Aceata), na Praça Onze, no Rio, junto com sua mãe, Presciliana de Santo Amaro. Para acompanhar os percussionistas, o garoto utilizava um pandeiro enorme, instrumento que levou também para agremiações "carnavalescas", como o Dois de Ouro e o Pedra de Sal - onde ele nascera. O lugar foi o primeiro a reunir concentrações de negros libertos, a partir do fim do século XIX. Voce não vai deixar de conferir não é? É só clicar no link rosa ao lado ISTO É PAPO DE TELECO TECO - GENTE DA ANTIGA 1968 (Atenção: Este link encontra-se na Internet através de blogs e não é de responsabilidade dos membros do Projeto 14 Sambas devendo ser deletado de seu micro no período máximo de 24 horas.Recomendamos que adquiram o cd na intenet através de sites como http://www.buscape.com.br/ ou similares preservando os direitos do ator)
Reações:
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

A música pulsa como um Eco, estes sons meus amigos são os nossos teleco tecos que vibrantes pulsam igual nossos corações, valeu o comentário!!